O Brasil passando por graves controvérsias politicas entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, envolvendo ações objetivas desse governo para aumentar a arrecadação aumentando tributação, taxar os ricos e super-ricos, questionamentos sobre o IOF (esse tributo somente atinge a classe media e os pobres). Contudo, o mandachuva do STF deu uma canetada suspendendo-anulando os atos–decreto de lula e atos do Congresso sobre essa matéria e convoca os dois para a conciliação no STF como harmonia, pois quem manda nessa bagaça sou eu!!!, humilhando o Executivo e Legislativo!!!. Aonde o Brasil chegou!!!! O mandachuva do STF manda esse recado: No Brasil não se necessita de eleitos pelo Povo, como o Executivo nem Legislativo, pois quem manda é o Judiciário!!!
E, no exterior lula assumindo a presidência temporária do MERCOSUL e exercendo a presidência do Brics em cimeira no Rio de Janeiro/Brasil/2025. Bem como, o presidente fazendo algumas de suas declarações esdruxulas e fora de contexto diplomático, como costuma fazer.
Para aqueles leitores que ainda não se familiarizaram com o termo sul global, se demonstra breve explicação, vejam: sul global é um termo usado para descrever países, (apesar de suas diferenças) que historicamente foram marginalizados ou considerados em desenvolvimento no cenário internacional, na América Latina, África, Ásia e Oceania, não sendo uma definição geográfica, mas uma construção geopolítica econômica que engloba países com experiências compartilhadas de colonialismo, desigualdade e marginalização de questões internacionais.
Quando se trata de BRICS, para alguns especialistas, representa alguma esperança de uma outra ordem global, no qual tenha mais espaço para países emergentes e em desenvolvimento, nas decisões globais. No entanto, como visão de outros representa bloco de países antiocidentais, com pouca adesão a valores democráticos e sistemas políticos autocráticos, com raras exceções, como o Brasil.
Com formação original com por Brasil, Rússia, Índia, China, logo depois foi incluído a África do Sul (grupo econômico de países emergentes em desenvolvimento) e para melhor compressão das mudanças na ordem geopolítica e econômica global no século XXI e que para muitos especialistas ocidentais, a formação do BRICS desafia a tradicional hegemonia do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) e realça a crescente importância econômica dos países em desenvolvimento no cenário mundial. Assim, a introdução do BRICS permite uma análise mais aprofundada sobre as relações de poder e as novas configurações geopolíticas em um mundo multipolar atual.
Antes da cimeira dos BRICS em 6 e 7 de julho 2025 no Rio de Janeiro/Brasil, o presidente Lula participou da abertura do evento de dez anos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ao lado da presidenta do banco, Dilma Rousseff, na manhã de sexta-feira, 4/7, no Rio de Janeiro, “destacando a importância do “Banco do BRICS” para avançar na reforma de instituições financeiras – assunto que está em negociação para constar na Declaração Final do BRICS deste ano, lembrando que o NDB nasceu aqui no Brasil, na Cúpula de Fortaleza de 2014, fruto do desejo compartilhado de superar o profundo déficit de financiamento para o desenvolvimento sustentável e a falta de reformas efetivas das instituições financeiras tradicionais existentes, há décadas, limitando o volume e os tipos de crédito oferecidos pelos bancos multilaterais”.
Visando o desafio brasileiro de alcançar US$ 1,3 trilhão de dólares para o financiamento para as mudanças climáticas mundial na COP30, o presidente Lula complementou “O compromisso do NDB de direcionar 40% de seus financiamentos para projetos de desenvolvimento sustentável está alinhado com a Declaração sobre o Financiamento Climático, que adotaremos na atual Cúpula do BRICS. Essa é uma iniciativa que serve de estímulo e mobilização de recursos na reta final, que nos levará à COP30, em Belém, no coração da Amazônia”.
Participando de coletiva de imprensa no 10º Encontro Anual do NDB, que também marca o 10º aniversário do Banco, a presidente do NDB reforçou׃”o Novo Banco de Desenvolvimento consolida expansão estratégica e reforça compromisso com desenvolvimento sustentável do Sul Global”.
Como presidente do NDB Dilma Rousseff disse׃“Nós estamos apenas começando. Em nossa primeira década, o NDB lançou as bases. Na próxima década, devemos consolidar nosso papel de liderança para o desenvolvimento equitativo, sustentável e autônomo em um mundo multipolar. O que significa desenvolver ainda mais uma instituição que não seja apenas financeiramente sólida, mas que também seja politicamente relevante e transformadora”.
Continuando disse׃ “A governança do NDB foi outro eixo central da explanação, diferenciou o modelo adotado pela instituição em relação aos paradigmas tradicionais de organizações como FMI e Banco Mundial”. “Nosso banco foi criado pelo Sul Global para o Sul Global, com um sistema de governança baseado na igualdade substantiva entre os membros, nesse modelo inovador, não há espaço para mecanismos de veto unilateral e todos os países têm voz igual nas decisões estratégicas, que são tomadas por consenso ou maioria qualificada”.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil, também presente na solenidade, “destacou que o NDB obteve aprendizado com outras instituições financeiras e aprimorou o compromisso com a equidade”. “Ao celebrarmos os 10 anos do NDB, reafirmamos nossa convicção de que é possível construir um modelo de cooperação sensível às necessidades dos nossos países”.
Atualmente o BRICS é composto por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia. Além dos membros plenos, o BRICS também possui países parceiros, que são convidados para participar de algumas reuniões e atividades do grupo e atualmente conta com 9 países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.
Os países do BRICS reforçam a convicção de que as Instituições ocidentais existentes no cenário econômico politica e de comércio internacional, como a ONU, o FMI e o Banco Mundial devem realizar mudanças e alterações em suas estruturas, assim também, almejam estabelecer uma outra moeda para o comércio internacional. Ressalte-se que o papel do Brasil em meio a esses países de regimes autocráticos díspares apresenta certas controvérsias em termos geopolíticos e econômico.
O Brasil foi surpreendido nessa quarta-feira (09/07), pós Carta-manifesto da cimeira do BRICS no Rio de Janeiro, o presidente americano Trump lançou carta ao governo brasileiro que o Brasil deverá ter uma tarifa de 50% para os produtos brasileiros exportados para os Estado Unidos, a partir de 1° de agosto, assim também, poderá sofrer sobretaxas para alguns produtos.
Por outro lado, economistas especialistas em comércio exterior, declararam que a indústria e o comércio dos americanos sofreram em alguns setores, por exemplo׃ a Indústria de Suco de Laranja sofrerá com aumento do custo da matéria prima do Brasil. Muitos segmentos da indústria e da agroindústria do Brasil serão prejudicados com esse tarifaço de Trump, que poderá alterar o comercio internacional com essas medidas unilaterais.
O Brasil devera buscar os caminhos da diplomacia e não da politização ideológica e nem da afirmação da soberania do país e que não aceita imposição de quem quer seja!!! Não é por esses caminhos que o governo brasileiro deve seguir.
(*) Economista (UFAM), Engenheiro (UFAM), Administrador (UFAM), Mestre em Economia (FGV), Doutor em Economia (UNINI-Mx), Pesquisador Sênior, (CEA) Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]







