Ter uma mente saudável vai muito além da ausência de transtornos. Envolve autoconhecimento, autocuidado, equilíbrio emocional e qualidade de vida. Cuidar da saúde mental é reconhecer limites, respeitar sentimentos, buscar ajuda quando necessário e fortalecer relações saudáveis. E a temática do primeiro mês do ano não poderia ser mais propícia: o Janeiro Branco, que trata justamente da saúde mental. Uma coisa é certa e deve ser considerada: a saúde começa na mente. Não são só as doenças físicas que trazem perigo, mas as originárias no cérebro, como estresse, ansiedade, depressão e pânico, dentre outras. Estas patologias podem ser causadas por uma série de fatores, como genética, abuso de substâncias e traumas. Nesta relação entram também os transtornos de humor, esquizofrenia e o transtorno bipolar.
Esta, portanto, é uma campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental, convidando todos a refletirem sobre emoções, pensamentos e comportamentos. Assim como o ano, que se inicia como uma folha em branco, este é o momento ideal para repensar atitudes, cuidar da parte cerebral e construir uma vida mais equilibrada e saudável. Falar sobre emoções é sinônimo de coragem também. O diálogo, a escuta atenta e o apoio profissional são ferramentas fundamentais para prevenir o adoecimento emocional e promover o bem-estar interno nas pessoas. Ansiedade, estresse, depressão e outros desafios ‘’do século’’ podem ser enfrentados com informação, acolhimento e cuidado contínuo.
É fato que a saúde denota o bem estar geral do ser-humano. Infelizmente o Brasil é um país que ainda precisa avançar muito na questão da saúde, mas é preciso haver um entendimento crucial de que não se tinha antes: o bem estar e uma vida saudável começam na mente. O número de doenças e de letalidade ainda é muito alto em solo brasileiro de maneira generalizada. E são muitas as razões para esta realidade, como por exemplo, a ausência de um investimento maciço em saúde durante muito tempo, além da falta de políticas públicas sérias e consistentes no que tange a acompanhamento, prevenção e tratamento para as mais diversas enfermidades. Contudo, a questão das doenças mentais tem tomado uma proporção imensa nos últimos anos, o que é consequência de múltiplos fatores, como a nova realidade de vida, disformidades comportamentais, novos padrões que surgem na sociedade, dentre outros.
Além de ser fundamental a infraestrutura no atendimento médico-hospitalar (seja de média ou alta complexidade) e na busca pela excelência no sistema de saúde, também é de vital importância que o atendimento básico seja eficaz. E essa mesma lógica vale para a saúde emocional, pois esta tem tanta importância quanto qualquer outra área do bem-estar humano, com o agravante de que caso não sejam tratadas devidamente, essas enfermidades oriundas do cérebro podem desencadear no desenvolvimento de outras mazelas no corpo, geradas ou maximizadas justamente pelo adoecimento psíquico.
E um dos primeiros passos para haja a mudança de paradigma na área da saúde é que as pessoas se conscientizem de que precisam agir em busca de evitar o aparecimento ou o agravamento de doenças; ou seja, é necessário se antecipar aos problemas e procurar ‘cortar o mal pela raiz’. Por isso as campanhas temáticas mensais, com o uso de cores simbólicas para chamar a atenção da sociedade, são estratégias importantes para trabalhar a conscientização da população (como já tratamos em outros artigos também), porque de nada adianta ter um sistema que venha a ser eficiente se os cidadãos brasileiros e residentes no País não tiverem o entendimento de que precisam fazer a sua parte também para ter uma saúde de qualidade.
Neste âmbito, podemos dar como exemplo a ansiedade, que até certo ponto pode ser considerada uma característica biológica do ser humano; todavia que pode vir a trazer (dependendo do grau de intensidade e da frequência com que ocorre) sensações corporais desagradáveis, como falta de ar, angústia, medos exagerados e o não relaxamento corporal e mental. A síndrome do pânico é um exemplo de complicação da própria ansiedade. Neste caso os sintomas são intensificados, aparecendo de forma aguda, caracterizados por grande temor e desespero, associados a sensações físicas e emocionais aterrorizantes.
Já o estresse, por sua vez, é uma defesa natural do organismo que ajuda a sobreviver, desde que em uma proporção aceitável como normal. Caso não consiga reverter os momentos estressantes, algumas desvantagens, como aumento da pressão arterial, dores musculares e alterações na pele, podem aparecer a curto ou a longo prazo nas pessoas. Não menos grave e também considerada um dos males destas épocas mais recentes, a depressão é uma doença que provoca alterações cerebrais no paciente. Existem várias causas e vários níveis depressivos. Pode ser gerada por fatores psicológicos ou genéticos. O mais importante nestas situações é o acompanhamento com profissionais da área da saúde da mente, do cérebro e do comportamento; tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento. Os principais sintomas da depressão podem ser a apatia, distúrbios na hora de dormir, tristeza profunda, pensamentos negativos e outros, dependendo do contexto, do caso e da gravidade.
Por isso é de vital importância que haja a compreensão de que a mente deve estar saudável para que o restante do corpo também possa estar, pois não somos uma ‘’ilha’’ e o elo entre estas importantes partes do nosso ser podem influenciar ou determinar o bom funcionamento ou não de todo o nosso organismo. Outro ponto a ser alcançado pela sociedade atual é o esclarecimento e conscientização de que distúrbios psicológicos/psiquiátricos não são coisas banais ou demonstração de fraqueza (como muitos imaginavam no passado e ainda pensam hoje); mas sim algo muito sério e que precisa ser verificado e tratado desde a infância ou do surgimento dos sintomas (procurando e origem e a resolução ou amenização do problema), com a máxima seriedade, entendimento e comprometimento, pois somente com uma cabeça saudável é que se pode ter também, verdadeiramente, um corpo são.







