Mãe – uma dádiva divina sem igual

Em: 18 de maio de 2026

No domingo anterior, 10 de maio de 2026, nós celebramos a data anual em Homenagem às Mães. Nós cristãos, que somos a maioria da população brasileira, compreendemos na Bíblia Sagrada, Palavra de DEUS, que o 1º Mandamento com promessa é aquele que diz:  “Honra teu pai e tua mãe para que tudo ocorra bem com você, e você tenha uma longa vida sobre a terra”. O SUBLIME CRIADOR de todas as coisas é tão perfeito que ao fazer o ser-humano e a família, ELE estabeleceu os papéis específicos e decisivos que cada um deveria ter no seio familiar, de maneira muito bem colocada. E a Mulher justamente foi agraciada com a dádiva de poder gerar outras vidas em seu ventre.

Na Bíblia também compreendemos que ser mãe é uma grande honra e alegria, mas também é uma enorme responsabilidade. A mãe deve amar os seus descendentes, cuidando da sua casa com prudência, pureza, bondade e submissão (Tito 2:4-5). Junto com o pai dos seus filhos, a mãe deve participar da instrução e da correção deles, sendo exemplo no viver e agir. Diante desta responsabilidade estabelecida por Deus, ela merece obediência e respeito sempre (Efésios 6:1-3). Na Palavra do Senhor verificamos também que as mães são pessoas fundamentais nas vidas dos seus herdeiros. A mãe, assim como o pai, cuida e protege a sua prole. Por isso, cada filho deve respeitar a mãe e o pai. A Bíblia nos dá vários e bons exemplos de mães tementes a Deus.

Já no contexto secular, com foco na realidade brasileira, as características da mulher no seu papel como mãe ao longo das décadas tiveram contornos e aspectos diversos em decorrência, principalmente, das diferenças culturais; porém, o mais importante de tudo se mantém inalterado: o amor e a dedicação únicos, que só uma mãe possui. A historicidade mostra que por muito tempo a mulher teve o seu papel restrito ao de dona de casa, esposa e mãe, responsável diretamente pela criação dos filhos. Todavia, com o decorrer dos anos este quadro foi se alterando e ela começou a conquistar o seu espaço no mercado de trabalho também, assim como no ordenamento jurídico e na política.  A primeira Constituição do Brasil foi a de 1824. Nela, a mulher não era considerada cidadã, pois não tinha direito ao voto e nem podia desenvolver carreira política. Ela poderia até trabalhar, desde que não fosse em cargos públicos. Com a Constituição de 1934 já começaram a haver sinais de igualdade entre os sexos, pois esta Legislação já contemplara algumas questões importantes, como a proibição de que houvesse diferença de salários para um mesmo cargo em virtude do gênero, além das mulheres não deverem trabalhar em indústrias insalubres. Além disso, foi inserida a assistência médica e sanitária às grávidas, assim como também a licença-maternidade, ainda que em configuração diferente dos moldes que temos atualmente.

O direito ao voto só foi conquistado a partir da Constituição de 1937. Porém, foi a partir do advento da Carta Magna de 1988, também conhecida como Constituição Cidadã, é que passaram a haver importantes ditames normativos, contemplando a cidadã brasileira em sua plenitude. Esta Lei Maior também preconizou a igualdade, sem distinção de qualquer natureza; princípio este que ainda é um desafio a ser cumprido em nossa Nação.

O fato é que a mulher sabe cumprir fielmente o seu papel insubstituível na vida de um filho. E não me refiro somente às mães biológicas, pois existem diversas formas de cumprir essa função na vida de uma pessoa; seja através da adoção, do amor materno dedicado a outrem, do apadrinhamento feminino afetivo, entre outras formas também. Diante disso, é crucial compreendermos também que nem toda genitora pode ser chamada de mãe, pois para exercer esta elevada missão dada por DEUS não basta apenas gerar fisicamente uma criança. É preciso saber dar amor, atenção e correção.  E ainda que devido aos mais diversos contextos não seja possível que todas as mulheres estejam em tempo integral com os seus filhos em casa, é importante que o tempo que possuem junto a eles seja um tempo de qualidade, bem aproveitado e otimizado, pois nada pode substituir este elo. Ou seja, tempo de qualidade ainda que seja em ‘pequena’ quantidade. O Amor de Mãe é algo tão sublime que é o único amor em que a Bíblia faz alusão ao Amor do Próprio DEUS (apesar do amor divino ser inigualável), como vemos descrito na Bíblia, no Livro de Isaías, capítulo 49, versículo 15, que diz: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que mama, de maneira que não se compadeça do filho de seu ventre? Mas ainda que algo tão difícil aconteça, diz o Senhor: Eu jamais me esquecerei de ti.” (Isaías 49:15).

Diante de tudo isso, não poderia finalizar este Artigo sem fazer a minha deferência toda especial à minha Amada Mãe, mencionando a passagem bíblica que A define muito bem, descrita no capítulo 30 de Provérbios, nos versículos 28 e 29, que diz: “Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: ‘Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera’. (Provérbios 31:28,29).

Mesmo que apenas uma data no ano não seja suficiente para comportar tudo aquilo que remete à importância de uma mãe na vida de um filho e de uma sociedade em geral, não podemos deixar de declarar e de demonstrar sempre todo o amor que sentimos pelas nossas mamães. Por isso, há uma semana atrás fiz questão de frisar outra vez publicamente e no particular toda a importância que a vida e trajetória da minha amada Rainha Liliam Said Teixeira, a minha Mãe, têm na minha vida, formação e história. E hoje faço esta menção honrosa a ela mais uma vez, pois ela é uma mulher Singular; Valorosa; Inspiradora; Guerreira e o mais exímio exemplo de plenitude em todos os sentidos e áreas da vida e de família, especialmente como Mãe. É meu grande orgulho e porto seguro.

E na pessoa dela, expando esta homenagem a todas as mamães que fazem parte da minha vida e das minhas relações pessoais de amizade e carinho, seja de forma direta ou indireta. De igual modo, desejo bênçãos sem medidas a todas as mães do nosso Estado, do Brasil e do mundo.

 

Lisandro Mamud

Lisandro Mamud é administrador, pesquisador em Inovação, Tecnologia e Educação do Núcleo Educotec (Ufam)
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