Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Em: 22 de abril de 2025

Essa discussão toda sobre taxas entre países e nações, não é novidade alguma. É, apenas, mais uma forma de imposição de poder, o que existe no mundo desde sempre. Dizem que “os soldados ganham batalhas, mas quem ganha as guerras é o mercado”. Ou você pensa que nações e governos brigam por ideologias idiotas ou religiões quaisquer? As guerras, todas elas, visam aquisição de mercados consumidores, e, por via de consequência, mais poder. Eu me divirto quando vejo pessoas preocupadas com as repercussões das taxas dos EUA contra as taxas da China, e não se recordam da Guerra da Coreia. Bem, isso é ruim? Para quem? Se eu me mantiver no meu lugar, como consumidor, expectador e historiador, a vida segue. Mas, se eu fizesse parte de governos diretamente envolvidos nessa bagunça, talvez, sim, talvez, eu me estressaria, um pouco. Se recordamos fatos e processos históricos, poderíamos lembrar dos romanos, da Macedônia, dos impérios asiáticos, das dinastias do continente africano, enfim, não nos faltariam exemplos de disputa de poder entre poderosos. Vamos voltar no tempo, no século XX, no contexto da 2ª Guerra Mundial, onde, na época, os russos viviam a adolescência madura da Revolução Comunista, irradiando uma ideologia ao mundo, em busca de influência, e, por sua vez, poder e mercados consumidores e detentores de matéria-prima. Do outro lado do Atlântico, uma nação sempre crescente e forte, mas ainda não hegemônica, visava impedir que a ideologia soviética se disseminasse na América. Bem, com o advento das ações alemães, decidiu-se usar a tática do “inimigo do meu inimigo, é meu amigo”. Todos sabemos o fim dessa história. Aliás, será que acabou mesmo? Mas, a 2ª Guerra terminou e, então, os EUA resolveram apoiar países, visando mantê-los em sua órbita de influência e perfazendo barreiras para o avanço da ideias comunistas soviéticas. Daí, veio o Plano Marshall, Clube Bretton Woods, GATT, OTAN e muitas e muitas formas de ajudar nações, em troca de “comportamentos adequados” e, graças a essas atitudes norte-americanas, estou diante de um notebook com acesso à Internet. Então, como vai ser o fim dessa briga de cachorro grande? Não sei ! E, antes de alguém clicar no botão do BUM nuclear, a vida segue! E com cervejas! Geladas!

Carlos Alberto da Silva

Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
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