É nocivo ter vergonha da própria história, mas tudo que acontece, de errado, ou pelo “jeitinho brasileiro”, tem origem na colônia que fomos, desde o Séc XVI. Iniciamos nossa saga com degredados, e, logo em seguida, com colonos portugueses desobedientes à metrópole europeia, e que apenas queriam enriquecer sem a interferência real. Mais tarde, com a chegada dos escravizados da África, além de tal odioso fato ter alavancado a economia da colônia, proporcionou condições para a miscigenação do europeu, do africano e do originário, concretizando, assim, a raça típica do brasileiro: a nossa ! Sim, pois nunca consegui concluir sobre qual é a raça típica do brasileiro. No entanto, por força do nosso berço cultural, da índole que criamos e nos adaptamos, e, na esteira dos “arranjos” contra a coroa portuguesa, herdamos o que somos, na essência. Um povo que sempre prefere uma “gambiarra”, um “jeito de resolver” problemas, endeusar a camelotagem, os produtos terciários, enfim, a nossa formação cultural explica tudo isso e além. Por outro lado, a ideia de patriotismo nasceu na defesa da terra contra invasores estrangeiros. Isso confirma a máxima que um povo só se une, de verdade, em guerra. Sabemos, ou pelo menos supomos, que a guerra seja horrível, mas, talvez, seja uma oportunidade de excluirmos, ou pelo menos tentarmos, as brigas de direita contra esquerda, torcedor do time A contra o torcedor do time B, e por aí vai. Mas, alguns “valores” humanos se destacam no cotidiano nacional: o egoísmo, o egocentrismo, a falta de altruísmo e outras. Sei que isso não se encontra em todos os mais de 230 milhões de patrícios, mas, de fato, são origem do muito que ocorre no nosso dia-a-dia. Você já viu como age um brasileiro, de modo geral, evidentemente, quando usa um carro alugado? Ou um funcionário público se “relacionando” com a impressora a jato de tinta da repartição, ou um trabalhador braçal lidando com o ferramental da empresa? Ou uma autoridade que exerce o famoso “dois pesos e duas medidas”? Pois é. Isso vemos todos os dias. Mas, será que é culpa nossa termos vergonha de sermos honestos? Ou podemos ser parcialmente honestos, em alguns casos, é claro? Mas, nós selecionamos quando ser ou não ser honesto. Ou seja, hipocrisia clara, mas, à brasileira. Mas, de verdade, a maioria esmagadora não cuida do que não lhe pertence. Infelizmente, se conta nos dedos quem age de forma correta com relação ao bem comum, ou àquilo que se alugou. Mas, a vida segue! Do jeito dela. Mas, com cervejas ! Geladas !







