A Nota de Esclarecimento apenas confirmou o que já pensava: não é posição do CIEAM o absurdo e inaceitável título e conteúdo da coluna FOLLOW-UP de 27/08/2025. A NOTA, também publicada no JC, não deixou dúvida de que o que estava escrito é de inteira responsabilidade e expressão pessoal do editor, Alfredo Lopes. O pensamento é livre, sem dúvida. Porém, utilizar uma opinião particular — semelhante à de ongueiros e ONGs que historicamente travam o Amazonas, inclusive a BR-319 — sob o guarda-chuva institucional do CIEAM não faz o menor sentido. Pior: pode até servir como instrumento de captação de recursos internacionais sob a falsa narrativa de que a indústria pactua com ONGs contrárias ao asfaltamento da BR-319 e ao avanço de novas atividades econômicas no Estado, que vem jogando o Amazonas no isolamento, pobreza, miséria e atividades ilícitas.
É importante lembrar que o CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) tem objetivos claros: representar e defender os interesses da indústria do Amazonas, promover o desenvolvimento econômico responsável e a interiorização do progresso, apoiar o agro familiar e empresarial como aliado estratégico, além de articular soluções em logística, infraestrutura e política industrial, fortalecendo o modelo Zona Franca de Manaus. Portanto, não há qualquer convergência entre sua missão institucional e o discurso de ONGs que agem contra os avanços econômicos do Estado. Nessa direção, penso que o CIEAM deva rever recente parceria com a ONG FAS, com “S”.
No caso do MapBiomas, frequentemente citado como fonte de dados, trata-se de uma rede financiada por instituições estrangeiras como a Quadrature Climate Foundation, a Fundación Good Energies, a Iniciativa Internacional de Clima e Florestas da Noruega (NICFI) e a Rainforest Noruega. Esse financiamento internacional reforça a necessidade de distinguir com clareza o que é posicionamento individual e o que é a voz legítima de entidades sérias como o CIEAM.
Reafirmo: respeito opiniões individuais, mas nunca uma manifestação pessoal alinhada ao discurso de ONGs pode ser apresentada como se fosse a voz de uma entidade representativa da indústria. O CIEAM é voz de quem defende o urgente crescimento econômico responsável do Amazonas, com interiorização do desenvolvimento, em que o AGRO familiar e empresarial é o maior aliado e o caminho mais rápido. Vivo o setor rural há 40 anos, fui superintendente da CONAB com aval também do CIEAM, o que agradeço eternamente, mas nunca vi um ataque tão agressivo e sem fundamento. Ainda usando dados de ONGs ambientalistas, como é o MAPBIOMAS.
09.08.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]







