O banco central do brasil e a selic de 15%

Em: 2 de julho de 2025

Enquanto o mundo experimenta aumento das tensões entre nações no Oriente Médio e norte da Europa, o Brasil vive em estado de crise de Politica Econômica, mais precisamente de Politica Econômica e de Politica Fiscal. O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BACEN) comandado por Gabriel Galípolo (o presidente queridinho de lula, agora não tem Campos Neto, e dai?) surpreendeu ao elevar os juros básicos (SELIC) da economia brasileira para 15% ao ano, e sinalizar que a taxa ficará nesse patamar pelo menos até janeiro de 2026 e por afirmar precisamente que voltará a subir a SELIC, se for necessário.
A Câmara dos Deputados aprova na segunda-feira 16/06, a urgência do projeto que pode derrubar o decreto que eleva alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), bem com, na última terça-feira, 17/06, o Congresso Nacional derrubou vetos presidenciais e autorizou a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo assim, o presidente Lula previa o fim do ciclo de alta da SELIC, por não ter compromisso nenhum por seus atos falhos em relação à economia brasileira.
Ressalte-se que com relatórios do COPOM mandou recados sutis para a equipe econômica do Ministério da Fazenda afirmando, que na prática, parte da responsabilidade da alta de juros (SELIC) é do governo central que não consegue equilibrar as contas públicas nem reduzir as despesas e gastos do governo (go-verno gastador perdulário sem comprometimento com o dinheiro público, observem os gastos com via-gens desnecessárias de lula e janja) sinalizando uma trajetória sustentável de crescimento da dívida pú-blica.
Assim, nos comentários do BACEN os juros precisarão permanecer em “patamar significativamente con-tracionista por período bastante prolongado”. E, ainda com base em comentários do COPOM “segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da Política Fiscal de responsabilidade do Ministério da Fazenda, impactam a Política Monetária de responsabilidade do BACEN e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma Política Monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”.
Os juros (SELIC) estão no maior patamar desde julho de 2006, no primeiro mandato de Lula.
Há tempo recente, o ex-presidente do Banco Central economista Arminio Fraga disse ao atual chefe do BACEN, Gabriel Galípolo, que a Instituição precisa de ajuda da área fiscal do governo para fazer seu trabalho e resumiu o quadro econômico atual dizendo que “a coisa não está bem”.
“Eu acho que o problema, em última instância, é que o Banco Central precisa de ajuda. E só tem um lugar que pode ajudar, que é a Politica Fiscal do Ministério da Fazenda”, avaliou o economista. Também, “sugeriu a Galipolo que convença as autoridades do País (presidente lula e Ministério da Fazenda) de que ‘não há mágica’ na economia”. “Os sintomas do paciente Brasil no fiscal são muito preocupantes”.
A SELIC é principal instrumento de Política Monetária contra a inflação. Com a elevação dos preços, o aumento dos juros é utilizado como alternativa para encarecer o crédito e limitar o consumo. E, com o dinheiro mais caro, a demanda por bens e serviços tende a diminuir e, consequentemente, conter a alta do IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice inflacionário no Brasil.
Contudo, conforme o Comitê de Politica Monetária do BACEN, disposto na Ata da 271ª reunião “antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Ainda conforme aquela Ata se comenta que “dadas às defasagens inerentes aos mecanismos de trans-missão da Política Monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres. O Comitê reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.
E, para melhor entendimento dos leitores, Demanda Agregada (DA = C + I + G + (X – M)) refere-se à soma total da demanda por bens e serviços em uma economia, em um determinado período de tempo, por todos os agentes econômicos (consumidores, empresas, governo e setor externo).
A demanda agregada é um importante determinante do nível de atividade econômica e do nível geral de preços em uma economia. Um aumento na demanda agregada pode levar a um aumento na produção e no emprego, mas também pode gerar inflação.
(*) Economista (UFAM), Engenheiro (UFAM), Administrador (UFAM), Mestre em Economia (FGV), Doutor em Economia (UNINI-Mx), Pesquisador Sênior (CEA), Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

Nilson Pimentel

Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]
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