O governador protegeu produtores, mas o secretário e ONGs jogam contra

Em: 12 de agosto de 2025

A imprensa nacional tenta pintar o governador do Amazonas, Wilson Lima, como vilão. O ataque da vez é contra o decreto que regulamenta a possibilidade de redução do percentual de reserva legal para imóveis já desmatados acima do limite legal, medida prevista no próprio Código Florestal e em lei estadual de 2016. O objetivo é claro: regularizar o que já foi feito, exigir recuperação ambiental e trazer segurança jurídica a quem produz no Sul do Amazonas — e não, como tentam vender, “abrir porteira” para novos desmatamentos.
O que não aparece nas manchetes é que essa possibilidade sempre existiu, mas nunca foi aplicada no estado por pura omissão do titular da SEMA, Eduardo Taveira, que está há sete anos no cargo. Ele nunca concluiu o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), ferramenta fundamental para ordenar a ocupação e proteger áreas sensíveis. Sem ZEE, o Amazonas segue vulnerável à grilagem, à exploração ilegal e ao improviso na política ambiental. Pior: Taveira ainda provocou crise no Sul do Amazonas ao enviar ofício para a ministra Marina Silva.
Agora, quando o governador age dentro da lei para corrigir a inércia e proteger produtores que querem trabalhar legalmente, surge o coro de ONGs e “especialistas” que nunca se preocuparam em cobrar o ZEE nesses sete anos. Não é coincidência. Muitos desses ongueiros — ligados a entidades como FAS e IDESAM — defendem que o Amazonas permaneça um “santuário” de miséria, dependente de projetos internacionais que não geram renda real para quem vive no interior. Enquanto isso, os produtores do Sul do Anazonas continuam sendo tratados como criminosos simplesmente por querer produzir.
O que o governador fez não é anistia: é regularização com exigência de recomposição e compensação ambiental. É a lei sendo aplicada para ajustar o passado e permitir que o presente e o futuro tenham regras claras. Se Taveira tivesse feito o ZEE, esse debate já estaria encerrado e o Amazonas estaria muito mais protegido. Mas não fez. E se o governador quer realmente avançar, precisa começar pelo óbvio: trocar quem trava a política ambiental e colocar no comando gente qualificada, como tantos doutores da UEA e da UFAM.
ONGs e ongueiros já estão orquestrando novos ataques. E pode anotar: vão tentar desgastar o decreto e o próprio governador para manter o Amazonas preso ao atraso. O povo do Sul do estado não pode mais ser refém dessa política de gabinete. Acorda, “Compensa”! Bota pra correr quem joga contra o Amazonas e contra o direito de produzir de forma legal e sustentável.

12.0.2025
Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]

Thomaz Meirelles

Servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]
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