O Artigo 1º da Constituição Federal Brasileira de 1988 tem uma afirmação que é crucial nas vidas e destinos de toda a nossa Nação: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Esta redação tem um significado vital para toda a sociedade, pois explicita de maneira clara e precisa que em nossas mãos está fazer as corretas escolhas para que aquilo que almejamos para o nosso País se torne realidade. O direito ao voto é algo crucial da cidadania e por isso precisamos compreender e discernir o tamanho da responsabilidade que temos em nossas mãos, literalmente.
O Brasil viveu uma longa jornada até ter uma democracia sólida. Ainda temos muito o que avançar e a historiografia registra diversos e decisivos momentos antes de chegarmos até aqui. A primeira eleição, por exemplo, aconteceu em nosso país no período colonial, especificamente no ano de 1532, sob o domínio português, para que fossem escolhidos os ocupantes da Câmara Municipal, os quais seriam os responsáveis pela administração das vilas. Já o modelo eleitoral que temos atualmente foi formulado a partir da promulgação da Constituição de 1988. Na atual configuração, o voto direto é dado na escolha de presidente, governadores, prefeitos, deputados e vereadores, para mandatos de quatro anos, exceto no caso de senadores, que cumprem mandato eletivo de oito anos. O sufrágio eleitoral é obrigatório para quem têm entre 18 e 70 anos, e facultativo para os jovens a partir de 16 anos e para outros segmentos sociais específicos.
Enquanto no Brasil Colonial só tinham o direito a participar das escolhas dos representantes os ‘homens bons’ (grupo de homens que possuíam alguma linhagem nobre ou detinham posses), na época da Monarquia as eleições eram diferentes, com base na Constituição de 1824. Durante esse tempo somente os homens livres e maiores de 25 anos tinham a prerrogativa de votar.
Outra conquista importante para a sociedade brasileira se deu em 24 de fevereiro de 1932, quando o Código Eleitoral passou a permitir que as mulheres também tivessem o direito a voto. A partir de 1934 então, a Constituição Federal da época passou a respaldar esta premissa e a prever o sufrágio feminino.
Contudo, acima da história, o que precisamos entender é o papel decisivo que temos hoje. Aqueles que são eleitos são nossos representantes temporários, pois os verdadeiros senhores do poder são todos os brasileiros – cidadãos; pagadores de impostos; pessoas de bem; honestas; trabalhadoras. É a partir deste entendimento que passamos a ter a dimensão do quão é imprescindível a CIDADANIA. Ao meu ver, nós ainda não vivemos, de fato, um sistema democrático pleno, uma vez que figuras mal-intencionadas procuram e conseguem, infelizmente, de forma recorrente, tirar proveito das situações e tentam, das mais diversas maneiras, manipular a consciência e a vontade dos cidadãos em benefício próprio. Não podemos e nem devemos dar a ninguém o direito inalienável que temos de escolher, fiscalizar e cobrar os nossos representantes.
E as nossas escolhas precisam estar pautadas sempre em princípios éticos, morais e republicanos, com base em propostas, nas trajetórias de vida, na conduta, no caráter e na competência de quem postula nos representar, seja em qual esfera for.
Temos visto um ataque sistemático ao nosso direito de escolha, de todas as maneiras. Mas não podemos nos dobrar a isso. Acima de qualquer tribunal, de qualquer juiz ou de qualquer veículo de comunicação está a Constituição, e junto dela a nossa CIDADANIA – ou seja, os direitos e deveres que devem ser exercidos em sociedade.
Não podemos vender, terceirizar ou dar a outrem o direito que temos em ‘decidir’. Não devemos relativizar o erro e achar que votar em corrupto é natural e que todos são assim. Isso não é verdade. Temos na política sim (com mandato e sem mandato) várias pessoas idôneas, probas e que são dignas de ocupar os cargos de representantes do povo. Não se pode generalizar em nenhum segmento.
É fundamental que as escolas e as universidades fomentem nas pessoas, desde a tenra idade, o amor e o respeito pela pátria, oferecendo a cada um a oportunidade e as ferramentas para que possam pensar e analisar, por si só, todo o contexto existente para se posicionarem com propriedade e conhecimento de causa, sem pressão e nem doutrinação de ninguém.
E neste domingo, 30 de outubro de 2022, teremos uma oportunidade da maior importância para decidir os rumos da nossa nação e do nosso estado. Precisamos estar convictos das nossas escolhas, por meio da consciência e do dever cívico que nos cabe. Não podemos fazer nossas escolhas baseados em futilidades, como, por exemplo, votar em alguém ou deixar de votar em outro pela simpatia ou antipatia pessoal que tenhamos pelo jeito ou pelo modo de ser de determinada pessoa, ou porque tenhamos assistido ou lido alguma coisa sobre esta, sem conferir a veracidade de determinada informação. Nossa posição nas urnas tem que estar baseada na ética, no que é melhor para a coletividade e em quem realmente reúne as condições para exercer um mandato que atenda de forma ampla e satisfatória às necessidades de toda a população. Chega de ‘raposas velhas’ no Poder, que surrupiaram o nosso povo e institucionalizaram o crime e a falta de compromisso com a coisa pública. Existem princípios, como a vida, a decência, o combate às drogas, ao aborto e a defesa central da família nuclear, que são inegociáveis. Peço a todos os nossos amigos e leitores que reflitam, com base na razão e nos fatos, independente de quaisquer impressões pessoais que tenham. É a nossa liberdade que está em jogo! O Brasil vai ser o reflexo de nossas atitudes (sejam certas ou erradas) e de nossas omissões (se nos abstivermos de lutar e nos posicionar como cidadãos).
Independente de pesquisas, enquetes ou levantamentos, não podemos renunciar o direito que temos; afinal, o que deve valer mesmo é o que manifestamos nas urnas. VOTO NÃO TEM PREÇO, MAS TEM VALOR E TEM CONSEQUÊNCIAS. Desejo uma boa votação a todos nós e que DEUS ilumine a nossa Pátria Amada, o BRASIL!!!!!






