Nílson Pimentel (*)
URBAN TOURISM – The emergence of urban tourism is associated with the implementation of revitalization strategies aimed at attracting investment and people to the city, and it is possible to note that “it is increasingly difficult to distinguish the visitor from the “locals”, this because the leisure sectors, entertainment and culture are sustained both by locals and visitors”. In an urban perspective, we can consider tourism as the sum of phenomena and relationships that arise from the interaction between tourists, traders, governments and host communities, in a global perspective, tourism is everything and everything is tourism. However, we must take into account another particularity, the fundamental premise that sustains this phenomenon is fundamentally political. Consequently, urban tourism is increasingly recognized as a political consequence and inherence. Currently there are few places whose cultures, economies, social relations and spatial dynamics are not affected by tourism, its influence on society is seen as a social force, the “look” of consumers, businessmen and political managers is increasingly shaped by tourism. tourism. In this context, urban spaces emerge, urban spaces are historically one of the most significant tourist destinations. Urban tourism is one of the structures that Research, Society and Development defines the postmodern city as a complex form of postmodern life, the product of complex factors that interconnect in the meaning of everyday life. The consumption of these spaces is influenced by the awareness of differences and the appreciation of cultural specificities by tourists. As a result of the increase in global mobility, the spontaneity between travel, leisure and migration, the annulment of the conventional division between work and leisure, the change in consumption patterns and preferences and the boundaries between tourist and non-tourist practices in cities are increasingly tenuous, it appears that residents of tourist cities carry out their daily lives as if they were tourists, that is, “they engage in activities that are indiscriminate of those of visitors”. This makes it increasingly difficult to establish a clear distinction between tourism and everyday life. With regard to supply, urban tourism is not only produced or consumed by tourists, but also by the resident community, despite the efforts of local elites to transform urban environments into “places to play”, boosted by the desire to meet demand From the “visitor class”, tourists visiting cities are increasingly familiar with the places they visit and who seek to experience the “common” spaces of the local inhabitants. However, there is a growing number of “temporary city users”, who cannot be identified as “tourists” or as “locals”, but whose practices have visible impacts not only on urban spaces but also on socioeconomic relations in the city. City. Some aspects that make them similar to tourists relate to the fact that both are actors endowed with spatial and social skills developed in the context of established tourist trips. There are certain factors that lead tourists to travel to cities, including: authenticity, interest and local cultural attractions, entertainment, cuisine and accommodation (hotels).MANAUS (com uma área de 11.401 km², representando 0.7258 % do estado do Amazonas), a cidade sorriso no meio da maior floresta tropical do mundo possui essa situação espacial estratégica, a capital do maior estado brasileiro em extensão territorial (com uma área de 1 559 167,878 km²), com a maior Região Metropolitana da Região Norte do Brasil, com uma área de 101.474 km², expondo sua real importância geopolítica na imensa Região Amazônica, o que os economistas pesquisadores do CEA (Clube de Economia da Amazônia) reputam que a gestão pública dessa capital possa atrair frutos concretos dessa estratégia geopolítica. Todos sabem e poucos conhecem os problemas ambientais que essa capital carrega em seu corpo interior, problemas de transporte urbano e interestadual, coleta e descarte de resíduos sólidos, poluição dos cursos d’agua que entrecortam a capital, as terríveis invasões de terras públicas e privadas, e ausência de mecanismos de gestão municipal que a cidade urge, são alguns eixos de problemas por área, que deixa Manaus vulnerável quanto às questões turísticas ambientais. Manaus é uma bela cidade, impar em cenários naturais, que a colocam na rota dos vetores turísticos. Manaus possui quatro grandes bacias hidrográficas: Educandos, São Raimundo, Tarumã e Puraquequara e várias outras micro bacias todas integradas ao perímetro urbano da capital, destacando que suas extensões estão densamente habitadas de formas irregulares, causando grave problema ambiental para a cidade, com grande risco de parte da malha hídrica manauense possa desaparecer devido à poluição crescente por irregularidades da ausência do sistema de esgotos, bem como, de programas de recuperação desses importantes mananciais aquáticos para a capital. Visto do que se conhece e vê de Manaus, chega-se ao inicio da segunda década do século XXI e não vemos crescimentos significativos voltados àqueles vetores turísticos os quais permitam dispor de instrumentos que possam facilitar vários aspetos do quotidiano urbano, torna-se cada vez mais urgente. A visão de transformar Manaus, em cidade turística ambientalmente, deverá ter preocupações na evolução destes instrumentos de forma prática, como educação ambiental nas Escolas Municipais, Centro de Treinamento de Condutores da História de Manaus e do Amazonas, com a finalidade de minimizar custos ambientais em curto, médio ou em longo prazo. Além de programas em parceria com empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) para visitação turística nas principais indústrias do Polo, objetivando dar maior visibilidade ao Projeto Zona Franca e importância e valorização econômica das atividades industriais na capital. Manaus precisa abraçar e fortalecer a consciência ambiental em sua população, principalmente junto das gerações mais jovens. Nesse caso, dar a conhecimento geral os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 – ONU, em face dessa pouca consciência ambiental, os grandes centros urbanos – cidades e capitais – enfrentam, atualmente, outros problemas de mobilidade em zonas densamente povoadas, traduzidos seja em termos de congestionamento de transporte público e veículos privados, seja em falta de espaços para responder à procura de estacionamento, etc, etc, etc. Manaus, dentre tantas providencias técnicas de gestão municipal que deve operar, precisa desenvolver mercadologicamente sua marca de capital da Amazônia, cidade ecológica que por seus ‘encantos’ ambientalmente naturais tem potenciais atrativos turísticos de grande valia para a conservação da floresta tropical que a cerca. A imagem das cidades tem sido um dos motivos de atração de turistas, isto é, ter a sua imagem relacionada à beleza territorial, aos seus pontos turísticos ou à sua gastronomia, por exemplo, faz com que as pessoas sintam vontade de conhecê-la, ou mesmo, voltar a visitá-la. É o fator o branding territorial, marketing mais utilizado com o objetivo de alavancar essa imagem, sim é um produto turístico, como marca e atrair consumidores, turistas. O branding se preocupa com o gerenciamento da identidade, na teoria sociocultural do consumo, onde o consumo cultural é entendido como um modo para produção de sentido e conhecimento do mundo. Assim, há fatores que levam os turistas a viajarem para as cidades, entre eles: a autenticidade, o interesse e as atrações culturais locais, o entretinimento, a gastronomia e a hotelaria. O crescimento do turismo urbano reflete-se em quatro processos inter-relacionados: a presença de turistas; o desejo de conhecer, autoridades locais ou empresas de receber turistas; a rejeição do turismo (atitude negativa); e um “olhar” turístico através do qual o mundo é interpretado. O turismo urbano é um importante impulsionador econômico local regional; é considerado uma incubadora da inovação e da tecnologia, na medida em que é um fator chave na economia urbana e no desenvolvimento da cidade; apresenta vantagens quando comparado com outras formas de turismo, a saber: a) pode potenciar o orgulho e a união das populações para com a valorização da cultura em função da percepção de que esta é motivo de deslocação de turistas; b) pode fomentar o emprego mais qualificado do que aquele que usualmente é criado pelos estabelecimentos hoteleiros; c) pode ocupar através dos empregos menos qualificados a população desempregada com baixas qualificações; d) pode contribuir para a rentabilização da economia local através da aposta nos produtos locais, nas culturas típicas, nos materiais e no tipo de construção sustentável, incorporando elementos da cultura local; e) pode contribuir para a sustentabilidade das comunidades locais e para a fixação de população em zonas onde esta não se renova, e; f) pode contribuir para a diversificação da base econômica local; g) pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações locais através da manutenção ou a criação de infraestruturas que servem tanto turistas como residentes e da não degradação do meio ambiente. (continua)
(*) Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador Sênior, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]







