Terceira idade

Em: 11 de julho de 2025

Sem querer criar justificativas românticas para caracterizar que é bom ser e estar velho, vou iniciar este artigo abordando as maravilhosas vantagens de ter vivido muito, aprendido e ensinado muito e realizado coisas maravilhosas… e muitas e muitas e muitas besteiras. Enfim! Na faixa dos 70 anos, ser idoso não é estar simplesmente na vibe de “ser velho é bom”. É muito mais do que isso. Entendam que eu também sei que existem infinitas formas de estar na terceira idade, muitos curtindo a vida em iates, curtindo a vida, deles, é claro; muitos em combate real e em guerra, neste momento; muitos fragilizados pela seca e pela fome; muitos saboreando os momentos em que, ainda, estão no poder, em vários países e milhões e milhões de outros exemplos. A todos as pessoas incluídas no conceito de velhos e idosos, o meu respeito! Temos histórias e estórias para contar, temos lembranças, temos saudades, sabemos “como termina esse filme”, ou seja, temos vida, temos tempo vivido. Mas, algumas culturas, aparentemente não prestigiam os idosos. O nosso Brasil não nos ignora. Muitos podem até pensar que estou demente, mas, as filas de prioridade, os recursos bancários, a atenção que recebemos em órgãos públicos, dependendo, é lógico, da educação, ou não, da atendente, representam o que o nosso amado país pensa de nós e por nós. Muitas empresas, hoje, buscam contratar idosos, pois, são mais focados e a maioria desses brasileiros possui uma qualidade fundamental no mercado: responsabilidade! Mas, os jovens de hoje estão errados? Não, não estão. Apenas estão sobrevivendo no tempo deles. E qual a diferença para o meu tempo? Nenhuma! Quando eu vi uma TV em cores ou uma máquina de escrever elétrica, fiquei abismado. Mas eram tecnologias usadas no “primeiro mundo” décadas anteriores. Mas, as redes sociais, hodiernamente, mostram a essas novas gerações o que está rolando por aí, na hora que são produzidos e expostos ao mercado. Isso faz diferença? Talvez. Mas, a minha geração sabe que tudo isso passa. Aliás, na vida, tudo passa. O inimigo de ontem é parceiro de cerveja hoje. E, lembrando aos jovens: a vida segue! E com cervejas ! Geladas !

Carlos Alberto da Silva

Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
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