A palavra “honra” neste cenário atual do Brasil, ganhou novo significado, indo além da definição daquela que os dicionários lhe atribuem, para ser um qualificativo moralmente fragilizado. Neste caso presente nos discursos dos ministros do STF, justificando os escândalos em que estão envolvidos, uma vergonha perante os brasileiros. A sociedade não quer saber quantos ou quais serão julgados, mas qual será o comportamento de cada um dos ministros. Se Irão apurar os fatos com honestidade de propósitos.
Será que a toga usada vale mais que os fatos imputados ao acusado? Afinal, o ministro advogou, mentiu, ocultou…será que corporativismo venceu? Será que houve transparência dos ministros no julgamento? Infelizmente, a desfaçatez assola o Supremo e enterra o povo brasileiro, submetendo-o ao mais baixo grau de imbecilização. O povo sabe pouco do descalabro que habita Brasília, necessitando receber um banho de “moralidade”, de “responsabilidade” e, acima de tudo, de “vergonha na cara”.
No plenário podemos perceber alguns ministros arrogantes, pálidos e traiçoeiros. Outros enriqueceram com empenhos e benesses a terceiros ou a familiares, via contratos fraudulentos e outros meios escusos. O fato público é notório e a vítima é a sociedade, neste caso nunca se exigiu a prova do alegado. Por essas e outras mazelas sou a favor de que ministro fique na Suprema Corte por tempo determinado ― fim da idade da “expulsória”. O Pretório Excelso nunca deve ser comparado a uma “balança” que oscila ao acaso, e muito menos a um “salve-se quem puder”.
Quem viu o circo armado pegar fogo na última reunião no plenário, assistiu também seu colapso moral. O ministro Dino pediu vista e com isto fez nascer a “proteção temporária” a um ministro que sempre se julgou ser o Deus. Será que o povo merece presenciar uma estratégia imoral perpetrada por uma corporação sórdida? O Supremo é uma instituição em que se joga lama para todos os lados. As suspeitas se espalham. André Mendonça desejava abrir inquérito para apurar as irregularidades de Alexandre de Moraes no caso Master, e outros pareciam advogar a seu favor ― a neutralidade foi para o fundo do poço.
Será que esses ministros perderam o pudor e a vergonha? Mas ninguém perde o que já deixou de ter; tanto que o decano Gilmar Mendes se articula para propor ao Senado o aumento da idade para a aposentadoria compulsória de 75 para 80 anos. É evidente que isto é legislar em causa própria, mas se passar teremos no STF uma capela para receber “corpos” que arderão no fogo do inferno.







