“Mulher tem jornada tripla”

Em: 21 de agosto de 2007
Lúcia chamou a atenção para dizer que a família brasileira passa por um processo de transformação, referindo-se a forma como as famílias estão sendo constituídas e vivendo.
Lúcia chamou a atenção para dizer que a família brasileira passa por um processo de transformação, referindo-se a forma como as famílias estão sendo constituídas e vivendo.

A vereadora Lúcia Antony (PC do B) chamou a atenção no pequeno expediente para falar da tripla jornada de trabalho das mulheres, uma realidade que, segundo a vereadora, precisa ser analisada ao observar que o desenvolvimento econômico não se dá da forma mais plena como deveria ser.
A vereadora afirmou que cerca de 90% das mulheres se ocupam com os afazeres domésticos, embora 47% dessas estejam no mercado de trabalho e 30% delas dividam ou banquem a maioria das despesas da casa e são essas trabalhadoras que estão com a tripla jornada de trabalho além de serem as principais responsáveis pela produção do país. Para Lúcia, essa carga exaustiva de trabalho deixa a mulher esgotada, quando poderia estar produzindo, e ainda acarreta uma série de problemas de saúde, como estress e depressão. Chamou a atenção para dizer que a família brasileira, hoje, passa por um processo de transformação, referindo-se a forma como as famílias estão sendo constituídas e estão vivendo.

Nova realidade

Lúcia disse que é necessário modernizar as relações sociais e preparar os homens para que eles possam aprender a dividir o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos, desenvolver mecanismos que criem lavanderias e mais restaurantes comunitários, escolas em horário integral, e creches que possam oferecer uma nova forma e uma nova condição de vida para a sociedade brasileira.
“Não podemos mais exigir que a mulher seja a salvadora da pátria, precisamos respeitar a mulher enquanto ser humano, trabalhadora e cidadã, e por isso a sociedade precisa entender essa nova realidade em mudar sua forma de agir em relação mulher” finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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