‘Vamos despejar multas’ diz ministro

Em: 28 de maio de 2014
Ministro afirma que problemas como interrupção de chamadas vêm sendo acompanhados
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Ministro afirma que problemas como interrupção de chamadas vêm sendo acompanhados

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse nesta terça-feira (27) que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) “vai despejar um monte de multas nas empresas” que não estiverem cumprindo as metas de qualidade.
O ministro disse que problemas de interrupção nas chamadas vêm sendo acompanhados pela agência reguladora e que as empresas serão punidas se ultrapassarem o limite de falhas, estabelecido em 5% do total das ligações realizadas.
“Eu paguei um mico uma vez em São Paulo, quando decidi dar uma entrevista para uma rádio, por telefone, de dentro de um carro”, disse. “No meio do caminho a ligação caiu. Claro, no tráfego, pode acontecer de cair. Mas não me perdoaram, né? Agora só dou entrevista de um lugar com bom sinal ou de telefone fixo”, afirmou.
De acordo com Paulo Bernardo, as empresas “têm de dar conta” de cumprir a meta de qualidade.
O ministro participa de uma audiência no Senado Federal para discutir o funcionamento da telefonia celular no país.
Diante das intervenções dos senadores, que disseram que dificilmente as empresas estão dentro do limite estabelecido, Paulo Bernardo brincou:
“Não, então porque eu sou ministro me deram telefone batizado, porque o índice não é tão alto assim”, minimizou.
O ministro disse ainda que a Anatel está acompanhando também os preços da telefonia móvel no Brasil, especialmente as tarifas de interconexão, que são as taxas aplicadas sobre chamadas entre operadoras diferentes.
Em geral, essas ligações são muito mais caras que as feitas para outros números cadastrados na mesma empresa.
“O objetivo é jogar essa tarifa para níveis internacionais. Essa interconexão está muito cara, o que faz as pessoas andarem com mais de um celular”, afirmou.

Internet
Paulo Bernardo também indicou que a expansão das redes para cobertura de internet móvel no Brasil foi de 474% entre dezembro de 2010 e abril de 2014, considerando o 3G e também 4G.
Ele disse que, no mesmo período, a cobertura passou de 824 municípios brasileiros para 3.395, um aumento de 321%.
O ministro afirmou que mediar acordo entre teles e estádios da Copa não cabe ao poder público.
“Não é um assunto que caiba ao poder público mediar. Se um senador resolve alugar a casa para outro é o Estado que vai dizer qual é o aluguel? Difícil. Até porque não somos comunistas. Todo mundo sabe.”
As negociações entre teles e estádios ficaram travadas por meses, sem acordo sobre quanto as arenas cobrariam das teles para permitir a instalação de antenas e equipamentos na área interna.
Segundo ele, os estádios da Copa contarão com esse reforço do sinal na área interna, que não era uma obrigação das teles, mas, mesmo assim, o serviço ficará lento.
“Considerando 50 mil, 60 mil pessoas no estádio, mesmo com antena o serviço vai ficar lento”, disse. “O cidadão quer tirar uma foto, colocar no Facebook, no Instagram, mandar para alguém. Então a internet vai ficar lenta”.
Paulo Bernardo comparou a alta demanda nos estádios ao réveillon do Rio de Janeiro, em que a conexão também fica lenta pelo uso intenso das redes.
A instalação de serviço wi-fi, entretanto, não foi acertada em todas as arenas. Especialmente nos estádios de São Paulo e de Belo Horizonte, as teles não tiveram direito de instalar esse serviço.
“Isso não é uma questão do poder público. É um acordo privado. O Estado não pode intervir. O estádio pode querer explorar esse serviço. É uma questão dele”, disse o ministro Paulo Bernardo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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