“Camelôs são cidadãos dignos”

Em: 1 de outubro de 2012
Líder absoluto das pesquisas de intenção, a menos de uma semana da batalha das urnas em 7 de outubro, o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), fala à vontade à imprensa, exalta camelôs
Líder absoluto das pesquisas de intenção, a menos de uma semana da batalha das urnas em 7 de outubro, o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), fala à vontade à imprensa, exalta camelôs

Líder absoluto das pesquisas de intenção, a menos de uma semana da batalha das urnas em 7 de outubro, o candidato da coligação “O Futuro é Agora”, Artur Neto (PSDB), fala à vontade à imprensa, exalta camelôs, ressalta a transparência e a austeridade com que poderá administrar Manaus, ironiza o ex-presidente Lula, recusa a pecha de “candidato de Amazonino Mendes” e destaca suas boas relações de amizade com a família do governador Omar Aziz (PSD), além de considerar sua futura parceria com o Palácio do Planalto.
Sem qualquer constrangimento, o candidato diz que os camelôs, assim como os lojistas, permanecerão ocupando o Centro Histórico de Manaus, sem ocupar as ruas, comercializando seus produtos em shoppings populares construídos pela prefeitura tucana em parceria com o Sebrae. “Tudo isso será realidade, os camelôs são cidadãos dignos, não serão mais vendedores ambulantes, serão tratados com o maior respeito”, assegura.
A transparência e a austeridade serão a marca de um provável governo tucano, diz Artur, sustentando que a prefeitura não será loteada como tem sido nestas últimas décadas, transformada em “Capitania Hereditária”. Seu pulso forte e comportamento político serão os mesmos dos tempos em que foi ministro do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, no final da década de 90, antes de se eleger senador, mas com austeridade. “Havia o Projeto Brasil, que executamos tecnicamente. O fato é que, no meu governo, prestigiarei os vereadores que me apoiarem, mas nada parecido com mensalão ou mensalinho, já que corrupção é prática que condenarei a vida inteira”.

Amazonino/Braga

Artur não aceita a boataria alimentada por seus opositores segundo a qual a sua candidatura estaria sendo alavancada de forma dissimulada pelo prefeito Amazonino Mendes por meio de secretários e alguns vereadores da base política situacionista na Câmara Municipal. “Amazonino Mendes já comandou Eduardo Braga durante muito tempo, mas nunca mandou nem vai mandar em mim, nem ele nem ninguém, mas claro que se Amazonino resolver votar em mim, aceito o seu voto, que é uma manifestação democrática a que aspiro, assim como aspiro aos votos de toda a população de Manaus”.
O candidato explica também que a natural simpatia à sua candidatura por parte de vereadores ligados ao prefeito, como Homero de Miranda Leão (PHS) e Luiz Alberto Carijó (PDT), é compreensível uma vez que os parlamentares foram membros de seu primeiro governo (1989/92). “Isso é uma questão, portanto, que nada tem a ver com Amazonino”, esclarece.
Lula/Dilma
Apesar de Luiz Inácio Lula da Silva, que disse em comício ter vindo a Manaus apenas com o objetivo de destruir a candidatura tucana, Artur aposta em suas relações com a presidente Dilma Rousseff. “Lula é ex-presidente, ele passou. Dilma nunca disse nada contra mim, ela sabe que nosso país não é Cuba, o Brasil é um país democrático. Eleito prefeito de Manaus, governarei brasileiros que votaram e que não votaram em mim”.
“Tudo o que eu puder fazer e concordar com a presidente Dilma, eu farei, mas quando o governo federal ofender a Zona Franca de Manaus, eu gritarei forte para o país. Não haverá submissão nas parcerias que farei seja com o Palácio do Planalto, seja com o governo do Estado. Minha administração será madura e as nossas parcerias serão em cima de bons projetos para desenvolver Manaus”.

Omar/Nejmi

A exemplo de Dilma Rousseff, as relações do líder tucano com o governador Omar Aziz, de acordo com Artur, serão amistosas e dinâmicas, com independência. “Nossas relações serão normais, realizaremos ações conjuntas. Omar é meu amigo pessoal, me relaciono muitíssimo bem com ele e sua esposa, Nejmi Aziz, sua mãe Delphyna Aziz, seus filhos, todos queridos de minha família”.
Artur lamenta, por fim, que a sua principal adversária na atual campanha eleitoral, Vanessa Grazziotin (PCdoB), não tenha habilidade suficiente para expressar suas formas de parcerias com os governos federal e estadual, se vencer as eleições. “Ela prefere tratar a questão como se Dilma e Omar fossem monopólio seu. A ideia de que só uma candidatura deve ser privilegiada melindra candidatos à Prefeitura de Manaus que pertencem à base situacionista no Congresso Nacional. Isso é uma injúria à Dilma e uma injúria a Omar”, completa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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