13º injetará R$ 1,6 bi na economia local

Em: 29 de outubro de 2013
Abono vai beneficiar 980 mil pessoas entre trabalhadores ativos e aposentados
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Abono vai beneficiar 980 mil pessoas entre trabalhadores ativos e aposentados

Cerca de R$ 1,6 bilhão referente ao 13º salário deverá aquecer a economia amazonense no 4º bimestre do ano. Na reta final de 2013, os setores do comércio varejista, turismo e construção civil estão em alta para absorver o abono salarial de 918 mil beneficiados com o 6º maior valor médio de R$ 1.646,41, registrado no Amazonas, segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgadas ontem.
Esse montante de R$ 1,6 bilhão representa em torno de 2,1% do PIB estadual; aproximadamente 1,1% do total do Brasil, e 23,1% da região Norte. Já o número de pessoas, estimado em 918 mil, que receberá o 13º salário no Estado corresponde a 1,12% do total que terá acesso ao benefício no Brasil e 21,2% em relação à região Norte.
De acordo com o presidente da FCDL-AM (Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Azury, uma parte significativa do 13º será utilizada para pagamento de dívidas, outra parte para poupança e viagens.
“Essas preferências variam de acordo com a região, do endividamento do momento. Os prováveis percentuais deverão ser divulgados na próxima pesquisa de intenção de compra no final de ano, que deverá ser divulgada em novembro”, informou o titular da FCDL-AM.
Azury ainda salientou que muitas famílias vão viajar em dezembro, devido à antecipação do início das atividades escolares em janeiro de 2014, podendo ocorrer uma diminuição sensível de consumidores no final do ano, em decorrência da antecipação do calendário escolar para iniciar em janeiro de 2014.
“Pode ser que haja uma fuga de consumidores passando o Natal em outros lugares, e eles vão comprar os presentes nesses outros locais, pagando à vista e outros a crédito”, alertou Azury. Está é uma das diversas variáveis que vão compor o estudo de comportamento do consumidor no último bimestre do ano.
Segundo o assessor de economia e membro da diretoria da Fecomércio (Federação do Comércio do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva, o 13º vai dinamizar o comércio de Manaus e do Amazonas em geral, impulsionado pelas grandes promoções que começam no início de novembro.
“Trata-se de um momento extremamente positivo para a economia amazonense que, em novembro e dezembro, receberá um incremento generoso em termos de valores com a primeira e segunda parcelas do 13º salário. O comércio conta muito com isso, preparando grandes promoções já na próxima semana”, anunciou José Fernando.
O economista ressalta que houve uma redução na parcela de inadimplentes que utilizam o 13º para pagar as dívidas. O que significa que o endividamento também diminuiu e outros beneficiados costumam utilizar parte para viajar e reformar a residência. O economista ainda informou que a sondagem de intenção de compras deverá estar à disposição no início de novembro.
“Quando a Fecomércio divulgar o resultado das intenções de compras, nós teremos uma ideia exata de como será utilizado o 13º salário. Mas, em resumo, vai variar muito pouco do que foi falado no ano passado, uma parcela para pagar dívidas, viagens e adquirir bens de consumo duráveis como renovação do carro, televisão, geladeira, fogão, micro-ondas e na benfeitoria residencial”, analisou.

Por região

A maior parcela do 13º salário, que representa 51%, deverá ficar nos Estados do Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Outros 15,6% do total devem ser pagos na região Sul e, no Nordeste, devem entrar em circulação 15,4%. A região Centro-Oeste contará com a parcela de 8,4% e a região Norte com 4,7%, a menor parcela.
Os beneficiários do regime próprio da União respondem por 5% do montante e podem viver em qualquer região. Considerando todas as categorias de beneficiados, o maior valor médio para o 13º deve ser pago em Brasília –R$ 3.174 –e o menor, nos Estados do Maranhão e Piauí –ambos com média perto de R$ 1.100. “Estas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo regime próprio dos Estados, cujo quantitativo não foi possível obter”, salienta o Dieese.

No Brasil

Até dezembro deste ano, o pagamento do 13º salário deverá injetar cerca de R$ 143 bilhões na economia brasileira, segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgadas nesta segunda-feira (28). O valor previsto para este ano indica um crescimento de 9,8% frente a 2012.
Cerca de 82,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional de R$ 1.740, em média. Receberão o 13º salário os trabalhadores do mercado formal, inclusive empregados domésticos; os beneficiários da Previdência Social e os aposentados e beneficiários de pensão da União e dos Estados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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