Entendemos que nem sempre é agradável se posicionar quanto à macroeconomia, pois se sabe que a MACROECONOMIA provoca dificuldades de entendimento no senso comum das pessoas e até para os economistas mais experientes, porém é preciso esclarecer o cenário econômico que se descortina para o que se inicia, 2018.
O posicionamento da maioria dos economistas, o cenário-base pressupõe que serão tomadas medidas paliativas de ajuste na economia, mas não ocorrerão reformas de longo prazo que poderiam aumentar o crescimento potencial do país. Com o custo da correção dos desequilíbrios macroeconômicos trazidos desses anos de governos do PT, Lula e Dilma, e do período do PMDB, Temer, a baixa confiança dos agentes, o menor crescimento do consumo e do investimento e a manutenção da baixa produtividade total dos fatores, deverá se observar o PIB potencial num patamar entre 1,5% e 2,0% para 2018, se acontecer. Para os economistas em geral as repercussões que o Fórum Mundial de Davos é significativo e indicativos de com será o cenário econômico global, assim começa o ano de 2018 em discussão sobre o futuro da abertura econômica mundial frente a um mundo muito dividido no qual a globalização perde seu brilho e que não adiantará que país fechem suas economias como medidas protetivas. Para os economistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA), mesmo com certa desconfiança e desinteresse o amazonense discute sim o cenário econômico 2018, tanto no Brasil e, principalmente para o Amazonas, porém o dominam as conversas são o carnaval e a “operação maus caminhos e seus presos”. No entanto, a economia brasileira emite alguns sinais de que a recessão econômica parece ter ficado para trás, observadas algumas variáveis macroeconômicas que indicam recuperação já em curso, tais como: a) taxa de Inflação abaixo da meta do governo; b) queda da taxa de juros base (SELIC); c) indicativos da retomada das atividades econômicas, com leve crescimento do PIB; d) baixa queda na taxa de desemprego; e) leve retomada de crescimento das atividades comerciais e de serviços.
A questão de política fiscal brasileira ainda é bastante complexa, bem como uma toda a Política Econômica de governo transitório, Temer. Para os economistas o Brasil precisa que sejam realizadas reformas que a economia está necessitando se quer voltar a crescer a partir de 2018, notadamente as reformas Tributária e a da Previdência Social. No modo de entender dos economistas do CEA, a taxa de inflação brasileira tem sido a grande surpresa positiva do ano, mas que não representa a realidade de várias regiões do país, inclusive a do estado do Amazonas. O IPCA fechou 2017 (2,95%) muito próximo da banda inferior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, sendo necessário destacar a dinâmica favorável à baixa da inflação, a grande safra de alimentos havidas no sul e sudeste. Por outro lado, visto a imensa capacidade ociosa da Indústria brasileira, principalmente, o elevado índice de desemprego poderá ser alguns fatores que nos permitirão economia crescer, apoia na firme adoção de Politica Econômica (PE) praticada pelo Banco Central, que tende a impedir o ímpeto de gastança do governo para aprovar as reformas e nesse ano eleitoral se corre o risco de liberação geral. Para alguns analistas do sistema financeiro, existe um campo de confiabilidade que a taxa de juros da economia brasileira possa alcançar nesse ano de 2018, uma taxa de equilíbrio próxima de 5%. Assim, para os analistas a taxa de juros real, ex-ante atual, poderia chegar próximo de 3%, juros que estimularia muito bem as atividades econômicas, retratando o instrumento de PE, como uma Política Monetária bem expansionista. Na observação do PIB – Produto Interno Bruto – é bem complicado, pois de acordo com os analistas, com a queda da taxa de juros base (SELIC), inflação baixa e a possível retomada do emprego em 2018, o PIB poderá surpreende no decorrer desse ano, haja vista, ter apresentado leve retomada no final de 2017, ficando em entre 0,7% e 1%, o que para os críticos a continuar essa grave crise política poderá afetar o desempenho de toda a economia brasileira no ano em curso. E, voltando a SELIC (7%), continua ainda em alta no Brasil, em comparação com os juros prime praticados em outros países no exterior, o que indica que ainda continua com perspectivas de entrada de capitais externos no país, o que para alguns economistas, a combinação desses fatores tende a pressionar para menor a cotação do real (R$) em relação taxa cambial (US$), em 2018.
Contudo, existem aqueles mais otimistas que já projetam um PIB para próximo de 3%, contando que a economia passe por um ritmo bem maior com a retomada das atividades econômicas dando início a um novo período de crescimento econômico, mesmo considerando o período eleitoral. Ressalte-se que o potencial de crescimento ainda está muito baixo, o que exigirá uma agenda de reformas muito mais intensa e duradoura do que a de ajuste fiscal que o governo tenta atualmente. Quanto ao emprego, o que os economistas projetam para 2018 seja uma taxa de desemprego ainda elevada, de um lado por mais exigências de qualificação e por entrada de novas tecnologias na Indústria, com a adoção de tecnologias produção 4.0. Com tendências ainda baixista, a taxa de desemprego rondando cerca de 11,8% a 12,4%, é muito elevado o contingente de pessoas fora do mercado de trabalho, desempregadas, assim esse índice pode refletir o grau de incerteza vigente na economia, o que pode levar até a conclusão das eleições. Para o pessoal do CEA, a economia real poderá começar somente após as eleições, terminando um mandato tampão muito turbulento e cheio de percalços, e assim, com novo governante eleito, os empresários terão maior firmeza para fazer seus investimentos e contratações, sendo importante ressaltar o fato de que a recomposição do mercado de trabalho será mais lenta do que foi a sua destruição. Portanto, o ainda elevado desemprego poderá ser um dos entraves à retomada do crescimento econômico brasileiro, embora haja outras variáveis macroeconômicas condicionantes do consumo que acusem uma trajetória mais positiva. Não se pode esquecer que a questão fiscal brasileira é crucial para o crescimento econômico, sendo que se projeta um déficit primário ainda significativo para 2018, em seu cenário-base, o que elevaria a Dívida Bruta para quase o nível de 79,3% do PIB.
O cenário parece mais promissor, segundos economistas do CEA, algumas variáveis econômicas como a recuperação dos preços das principais commodities, como o do petróleo e dos produtos agrícolas no mercado internacional parece indicar que a economia global continuará aquecida, mesmo com possibilidades concretas, de aumento dos juros nos Estados Unidos.







