A agonia dos aeroportos brasileiros

Em: 21 de maio de 2013
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República aponta o aeroporto de Manaus como um dos piores entre os que atendem às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República aponta o aeroporto de Manaus como um dos piores entre os que atendem às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República aponta o aeroporto de Manaus como um dos piores entre os que atendem às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
O levantamento foi realizado em 15 aeroportos, sendo 14 nas 12 sedes mais o de Campinas, que também atende à cidade de São Paulo. Juntos, os 15 aeroportos representam 81% da movimentação de passageiros no país.
Os passageiros opinaram sobre 41 itens, como limpeza de banheiros, tempo de espera em filas, segurança, qualidade das informações repassadas, cortesia dos funcionários, valor de produtos de alimentação, custo de estacionamento e acesso à internet.
É claro que o aeroporto de Manaus vem sendo reformado e a tendência é que melhore muito depois de pronto, mas existe um parâmetro para saber o que precisa mudar. Basta ver o que fazem os administradores dos aeroportos de Curitiba, que fica na cidade de São José dos Pinhais, Recife, Fortaleza e Natal, os que foram melhor avaliados.
Mesmo neles, itens como valor da alimentação e custo do estacionamento tiveram notas baixas. Por outro lado, o item cortesia dos funcionários teve nota elevada na maioria dos aeroportos.
É válida a observação do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, ao dizer que “o passageiro brasileiro não é tratado ainda como cliente e precisa ser tratado como cliente”.
De fato, quem frequenta o aeroporto de Manaus percebe claramente as deficiências. Falta treinamento ao pessoal de atendimento, tanto da Infraero quanto das lojas, companhias aéreas, quiosques e estacionamento.
É preciso dar o desconto para o momento, já que a obra em andamento gera um verdadeiro caos naquele terminal de embarque. Mas as observações feitas nesta pesquisa devem embasar medidas que precisam ser tomadas pela administração do Eduardo Gomes.
Não tomar nenhuma medida que não seja a obra em si pode significar uma enorme vergonha para a cidade na Copa de 2014.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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