A economia preocupa

Em: 4 de dezembro de 2012
Aberta a temporada do Natal, período de gastos elevados para o brasileiro médio, que vai até abril. Compras natalinas, matrículas, férias e material escolar, carnaval, IPVA e IPTU e, por fim, o imposto de renda
Aberta a temporada do Natal, período de gastos elevados para o brasileiro médio, que vai até abril. Compras natalinas, matrículas, férias e material escolar, carnaval, IPVA e IPTU e, por fim, o imposto de renda

Aberta a temporada do Natal, período de gastos elevados para o brasileiro médio, que vai até abril. Compras natalinas, matrículas, férias e material escolar, carnaval, IPVA e IPTU e, por fim, o imposto de renda. O crédito fácil é uma tentação. Todos querem produzir, vender e comprar. Mas já existe um estoque da dívida a ser considerado. E a política de estimular as vendas de automóveis é perigosa ao crédito, ao meio ambiente e à mobilidade urbana.
O segredo de uma economia estável e confiável, com sustentabilidade, reside mais na poupança do que propriamente no consumo, especialmente numa sociedade como a nossa, de tão baixo nível de recursos disponíveis para investimento.
Nada é feito para melhorar o clima de negócios. Joga-se simplesmente com o mercado interno a ser atendido. Demanda sem oferta é a volta da inflação.
Seria ainda mais o momento de políticas públicas voltadas para a formação e reciclagem de profissionais do que ir buscar lá fora o que seria mais natural termos aqui. E se a questão da prudência se aplica às famílias, muito mais aos governos. Estamos gastando muito, a dívida pública precisa decrescer, aproveitando juros menores. Esta “turbinada” no BNDES é um risco e já causa interpretações negativas no exame de nossos números. Por mais que a sociedade clame e analistas alertem, as reformas não andam. E há os gargalos na infraestrutura, concessões rodoviárias, aeroportuárias, lentas, indefinidas.
O próximo ano não será fácil. Basta olhar o saldo comercial, os crescentes gastos na conta-turismo, as remessas de lucros, a fuga das bolsas, a dívida dos estados e a baixa lucratividade das empresas. Custos trabalhistas em alta. O governo parece impedido de se dedicar a executar seu programa de obras por falta de gerenciamento e por estar permanentemente voltado para apagar incêndios provocados por casos de corrupção. Estados sofrerão fortes perdas no ICMS do setor elétrico, um contribuinte certo e confiável, fundamental para muitos.
Com o clima criado em função das mudanças ocorridas no setor elétrico e a ameaça a outras concessões, o capital externo deve refluir. E o investidor interno procurará outro tipo de oportunidade. Os concorrentes estão atentos. A esta altura, apregoar otimismo é fugir a realidade!

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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