A guerra dos petiscos de boteco está de volta

Em: 11 de abril de 2019
A 20ª edição do Comida di Buteco está aberta e as pessoas já podem visitar os 16 botecos participantes e dar suas notas
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A 20ª edição do Comida di Buteco está aberta e as pessoas já podem visitar os 16 botecos participantes e dar suas notas

Em evento ocorrido na noite de quarta-feira, 10, no Instituto Amazônia, foi lançada a 20ª edição do Comida di Buteco (em Manaus o evento acontece pela 9ª vez). A partir de hoje o concurso está oficialmente aberto e as pessoas já podem visitar os 16 botecos participantes, pedir o petisco concorrente, provar e dar suas notas.

O concurso acontece em 21 cidades simultaneamente e em todas as regiões do país, como nas 19 edições anteriores, promovendo a eleição do Melhor Buteco do Brasil. Após conhecidos os 21 campeões de cada cidade, eles serão visitados por um júri extra e em julho, durante um grande evento onde os 21 campeões estarão reunidos, será conhecido o melhor boteco, e o melhor petisco, do país.

'Quanana' é o petisco do Quisque Beer
 

Durante a noite de lançamento do concurso, estiveram presentes o tricampeão Alysson Lima, do Quiosque Beer, tentando ganhar pela quarta vez consecutiva com o petisco ‘Quanana’ (chips de banana cobertos com filé de pato desfiado com jambu, regados com calda de laranja).

“Quanana por causa do ‘qua, qua’, que o pato faz, mais a banana. Escolhi o pato e a banana porque eles têm em todo lugar e o tempo todo. O meu petisco do ano passado levava um creme de pupunha, e quando chegou a hora de levar o petisco para a competição final, quase eu não encontro pupunha no mercado. Agora me precavi”, contou.

Números de 2018

Geraldo Alencar, do Espetus Du Manu, ficou em segundo lugar em 2018
 

Também presente ao evento, Geraldo Alencar, do Espetus Du Manu, segundo lugar no ano passado e sendo a primeira vez que participou do concurso, o que fez com que ele se esmerasse na criação do petisco desse ano, o ‘Caboclo Pávulo’ (espetinhos fritos de pirarucu, folhas de cariru, pimentão e queijo-coalho, empanados com farinha panko e Uarini, servidos com banana pacovã frita, molho de camarão e farofa especial), de olho no primeiro lugar.

'Caboclo Pávulo' será uma das atrações
 

“Foi muito importante participar do concurso no ano passado. Meu estabelecimento teve uma visibilidade incrível, como nunca havia tido antes nesses dez anos que estamos comemorando em 2019, tanto que abrimos até um novo Espetus Du Manu, na Djalma Batista, coroando o nosso sucesso”, disse.

Em 2018 mais de seis milhões de pessoas circularam pelos 600 botecos concorrentes em todo o país, mais de 445 mil petiscos foram vendidos, 620 mil pessoas votaram, e mais de 25 milhões de internautas falaram alguma coisa sobre o concurso nas redes sociais.

O Comida di Buteco é uma competição onde os votos definem um ranking dos participantes e os 20% últimos colocados perdem o direito de participar no ano subseqüente, no caso de Manaus, três botecos ficarão de fora em 2020.

O público tem desde o dia de hoje, até 5 de maio, para visitar quantos botecos quiser, comer, votar e ajudar a eleger os melhores botecos do Brasil. Este ano, em homenagem à 20ª edição do concurso, os petiscos custarão R$ 20. Público e júri dão nota de 1 a 10 para quatro quesitos: petisco, higiene, atendimento e temperatura da bebida. O peso do júri e do público na apuração é de 50% cada.

As pessoas perguntam por quê buteco com ‘U’. É como os mineiros chamam carinhosamente seus bares. O Comida di Buteco nasceu em 2000, em Belo Horizonte, primeiro como empresa, que criou o concurso. Significa acima de tudo simplicidade e autenticidade. Sempre foi sinônimo de comida boa, ambiente democrático e descontração, e esse formato não mudou nada. Ao longo dos anos, o concurso foi caindo no gosto da galera de outras regiões e conquistando espaço entre as até agora 21 cidades participantes. A consequência disso foi que os ‘butecos’ foram sendo vistos e valorizados em todo o Brasil.


Os ‘butecos’ e seus petiscos

– Bambu Bar, no Parque Dez

– Bolinha de tambaqui no palito

– 9 8125-0851 e 3648-5340

– Borogodó, em Adrianópolis

– Bolinho de arroz de tucupi

– 9 8117-5788

– Boteco do Nunes, no centro

– Bolinho de jaraqui com geléia de cupuaçu com pimenta murupi

– 9 9308-1363

– Botteco do Videokê, no Parque Dez

– Bolinho de charque da Carla

– 9 8454-0864 e 9 8452-4491

– Buteco do Parque 10, no Parque Dez

– Arriégua

– 9 8151-7809

– Casa do Pensador, no centro

– Isca de pirarucu

– 9 9605-4556

– Churrasquinho das Torres, no Parque Dez

– Trio ternura

– 9 8161-4173

– Churrasquinho do Wilson, no Parque Dez

– Picanha tropical no espeto

– 9 9126-6903

– Espetus Du Manu, no Nova Cidade

– Caboclo Pávulo

– 9 9208-0861  

– Frankfurt, no Parque Dez

– Camembert com Cranberries selvagens ao pão

– 3632-0350

– Galvez Botequim, em Adrianópolis

– Kafta baré

– 9 9148-3238

– Monique Bar, no Parque Dez

– Trio amazônico

– 9 9225-5212

– Quiosque Beer, no Dom Pedro

– Quanana

– 9 9118-7666 e 9 9473-1726

– Saideira Videokê, no Parque Dez

– Piradeira

– 9 9171-7589

– Taberna 88, no conjunto Morada do Sol

– Caboquinhos do sertão

– 3088-1646

– Tambaqui no Ponto, em Adrianópolis

– Acarajé amazônico

– 3071-9787 e 3071-9786

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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