Para alguma parcela da população do Estado do Amazonas, vê como grande preocupação a situação de inercia que se mantém nas estruturas organizacionais do governo estadual em referência às questões do Desenvolvimento Econômico Regional, haja vista, passarem governos e governos que se repetem na continuidade dessa mentalidade de atraso que se implantou após os governos estaduais indicados por governos militares. Salta em resultados em quaisquer pesquisas na área da economia que o Estado do Amazonas se mantém refém do projeto ZFM (Zona Franca de Manaus), anteriormente composto por segmentos da agricultura, da indústria e do comércio, sendo que atualmente vigora somente o PIM (Polo Industrial de Manaus) com suas atividades econômicas da indústria moderna, eletrônicos em geral, duas rodas, concentrados e plásticos, como principais. Nesse contexto da Amazônia Ocidental, o Amazonas é o maior Estado em extensão territorial, tendo também o Acre, Rondônia e Roraima que comportam juntos 42,97% do território da Amazônia Ocidental, com um manancial de biodiversidade sem igual no planeta. Ressaltando que os economistas do CEA (Clube de Economia da Amazônia) ainda não conseguem identificar em que momento temporal se perdeu a capacidade de adotar estratégias para optar decisivamente por programas e projetos de desenvolvimento econômico regional de modo endógeno, pois nesse imenso espaço territorial se tem as maiores oportunidades de investimentos diretos no aproveitamento do agronegócio, dos recursos naturais com potenciais econômicos, à biotecnologia e as atividades dinâmicas do PIM. O que chamam de vácuo da visão desenvolvimentista dos governos do Estado que passaram nesses 51 anos de implementação da ZFM. O que mais preocupa aqueles especialistas é a redundância que se reversa no poder estadual, de forma de demonstrar nenhum parâmetro de responsabilidade e comprometimento com o futuro econômico do Amazonas. Por isso, se diz que não se precisa de inimigos externos, pois o próprio sistema de governo e as Instituições de interesses que se coadunam, procedem de forma cada vez mais em ações demonstradas contrárias aos interesses da sociedade amazonense. Hão de concordar que se leva tempo para que qualquer Estado encontre um formato de sua organização estrutural administrativa, o que o pessoal do CEA identifica que no Amazonas começou a amadurecer esse formato estrutural de sua administração na década de ’70 do século passado, quando trouxe para a competência de uma secretaria de estado a gestão dos Incentivos Fiscais que até então era desempenhada pela equipe técnica do Codeama (Comissão de Desenvolvimento do Amazonas), em seu NIF (Núcleo de Incentivos Fiscais), que estava na área da Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SEPLAN, sendo instalada a primeira Secretaria de estado de Indústria, Comércio e Turismo, com a área de competência do Desenvolvimento Econômico Regional e a gestão dos Incentivos Fiscais. Nesse ínterim, já vimos governos atuarem na melhoria da estrutura organizacional da administração publica, mas outros tentam atrasá-la e desmontá-la, mais recentemente o que se tem visto são governos que desestruturaram essa forma da administração publica do Amazonas, principalmente nesses últimos três governos, antes do provisório e desse tampão. Se é verdade que o erário publico estadual depende, essencialmente, diretamente das atividades dinâmicas do PIM e do Comércio da capital Manaus, também se pode constatar o estado de quase abandono dos municípios amazonenses, em processo acelerado de estagna econômica, com alguma exceção. Assim também, se pode observar que essa estrutura organizacional da administração publica do Amazonas pende demais para o patrimonialista e burocrática como característica primordial, tendo em vista que a gestão publica nem faz e nem adota o Planejamento Econômico Estratégico, e que não pratica essa abordagem de enfatizar a importância de planejar, estabelecer prioridades, controlar, agir com disciplina, utilizar as diferentes ferramentas de controle e gestão, na busca de soluções inovadoras para as organizações públicas, visando aumentar a qualidade dos serviços prestados à comunidade. Nada disso se faz como prioridade e competência, pelo contrário, o governo procura mutilar ainda mais essas estruturas, como se tenta proceder atualmente. Talvez tenha encontrado alguma facilidade para mascarar a não busca da eficiência dos serviços publico, visto que os demandantes (a sociedade) não a exigem dele, por omissão e desinformação.
Faz se necessário à gestão publica encontrar forma eficaz e qualificada, relevante para o planejamento, para a tomada de decisões que almeje a eficiência dos serviços e não a vontade de decidir por orientações errôneas e equivocadas de assessores e mentores de governo. Para o pessoal do CEA, a constatação do pouco conhecimento e o não comprometimento com o futuro econômico do Amazonas, tem produzido com relação à gestão das instituições públicas estadual, baixa reflexão na geração de soluções que possibilitem auxiliar as organizações públicas a gerenciar seus processos de forma mais responsável, objetivando a promoção de melhorias na organização, bem como cumprir seu papel perante a sociedade.
Atualmente, observada a vontade do governo, em mutilar-se, que usurpam-se competências, transfere-se e imiscui-se naturezas de atividades incongruentes, para demonstra a força do poder, o que leva ao comprometimento negativo futuro de quaisquer programas e projetos de desenvolvimento econômico regional e o desempenho da própria Economia do Amazonas.







