A Indústria 4.0 e o Polo industrial de Manaus! Parte I

Em: 25 de março de 2019
Existe as condicionantes para que o governo estadual implemente um novo modelo de gestão pública no Amazonas
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Existe as condicionantes para que o governo estadual implemente um novo modelo de gestão pública no Amazonas

Para alguns economistas, o atual cenário político da gestão pública do Amazonas, apresenta-se precário, não basta somente romper a casta dominante da politica amazonense, mas apresentar as reais condicionantes possíveis de alteração do modelo de gestão implantado nesses últimos 40 anos, para tanto, o atual governo deverá adotar o Planejamento Econômico Estratégico o qual poderá indicar as possibilidades de implementação novos programas e projetos de desenvolvimento econômico regional.

Contudo, há de se ter alguma discordância quanto as especificações de programas e projetos pelo governo estadual, quanto as metodologias de abordagem de determinados aspectos econômicos, como a dispersão de foco econômico, analise de riscos e estratégias que afetam a implementação, a atração de investimentos produtivos diretos e a própria gestão dos projetos. Para os pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia (CEA) as questões que tornam falhas e inconsistentes os projetos de governo para desenvolvimento regional, são as questões técnicas que são utilizados de forma incorretas, por exemplo: criação de emprego e geração de renda são fatores intrísecos a peça econômica e não objetivos finais, essa acontecência são resultantes decorrentes da implementação do projeto e, não se trata de matriz econômica e nem de cadeia produtiva.

Assim, matriz econômica é uma metodologia macroeconômica (a teoria descritiva de Michal Kalecki e o estabelecimento descritivo da matriz inter-industrial de insumo produto, elaborada por Leontiev) a qual identifica os diversos fatores de produção por origem e suas interconvergências e não a utilização de algum potencial natural com possibilidades de aproveitamento produtivo econômico. Trata-se desse tema tendo em vista que existe as condicionantes para que o governo estadual implemente um novo modelo de gestão pública no Amazonas, voltado principalmente às questões do Desenvolvimento Econômico Regional, pois existe toda gama de conhecimentos das potencialidades regionais, tecnologias inovativas são conhecidas, formas de atração de investimentos produtivos diretos, e demais fatores concorrentes para consecução de resultados positivos, que são considerados numa aboradegem de fatores endógenos.

Alguns sinais de alterações nas manufaturas industriais atuais dão abertura de transformações que contribuem o modelo de desenvolvimento endógeno, pois materiais, produtos inatura da economia regional deixaram de exercer um papel secundário para os projetos de desenvolvimento regional e passou a representar um papel ativo tanto no que se refere às decisões tomadas em relação ao seu destino como a utilização de seus próprios recursos.  

Para o pessoal do CEA, torna-se necessário superar a forma centralizadora de tomada de decisões e estabelecer sistemas de cooperação que considerem tanto as diferenças entre as nove sub-regiões amazonenses como as preferências dos grupos sociais envolvidos, pois são essas preocupações fundamentais para o alcance da eficiência, eficácia e efetividade de qualquer projeto de desenvolvimento regional local. Portanto, para se decidir, politicamente, pela modelagem para o processo de desenvolvimento endógeno, implicando em uma tendência geral para sistemas de gestão mais flexíveis, mais horizontais e mais democráticos, muito mais voltados para redes horizontais interativas do que para a tradicional pirâmide  burocrática, como está atualmente, se tem a vencer aos seguintes determinantes: a) 1ª etapa: Estruturação do inconformismo, que consiste na estruturação do inconformismo em relação aos problemas socioeconômicos e às potencialidades não mobilizadas; b) 2ª etapa: Processo de diagnose, que consiste no levantamento de informações técnicas-econômicas e políticas quanto às razões e causas dos problemas destacados na primeira etapa, por meio de audiências de debates como os diversos atores locais regionais. O objetivo é sensibilizar e conscientizar as comunidades locais quanto ao que deve ser feito, além de identificar o conjunto de oportunidades, ameaças e riscos envolvidos no projeto total; c) 3ª etapa: Construção da agenda de mudanças através de instrumentos disponíveis e consultas às lideranças é possível elaborar um plano de trabalho de mudanças; d) 4ª etapa: Elaboração do plano de mudanças no plano de mudanças deve conter toda a consistência técnica-econômica envolvida e o processo de negociação; e) 5ª etapa: Processo de implementação que engloba um corpo gestor do projeto e o conselho consultivo para implementação do projeto. Quanto as questões ameaças ao projeto Zona Franca de Manaus (ZFM) e seu Polo Industrial de Manaus (PIM) sempre forma tratadas com ações corretivas, nada se fez ou se faz com ações preventivas e os economistas do CEA tratam a adoção do Processo Produtivo Básico (PPB) como o principal entraveao crescimento econômico do projeto, pois inibiu toda atração de investimentos produtivos externos, tendo em vista a imensa burocracia estabelecida por leis, decretos e portarias do governo federal, que estabelecem condicionantes e normas exdrúxulas, as quais demanda trmpo demais do GT-PPB/MDIC/MCT para se estabelecer aprovado um PPB, e algumas vezes acontece aquela tecnologia de produto ou processo já se alteração, levando muitas vezes o investidor desistir do aporte na ZFM/PIM. Por outro lado, as questões preementes da Indústria 4.0, as quais certamente causarão impactos nos mercados de produtos e de trabalho consistndo na criação de novos modelos de negócios, com mercados cada vez mais exigentes, e que muitas empresas já procuram integrar ao produto às necessidades e preferências específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura produtiva, também, provocando ruptura por esse tipo de Indústria será a pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança em T.I, a confiabilidade da produção e interação máquina-máquina. Sendo assim, o impacto no mercado de trabalho será inexorável, os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir. Os processos produtivos serão mais acentuados em intensidade de capital. Por outro lado, as demandas em pesquisa e desenvolvimento oferecerão oportunidades para profissionais altamente capacitados em tecnologias convergentes, com formação multidisciplinar para compreender e trabalhar com a variedade de tecnologia que compõe uma fábrica inteligente. No Amazonas as academias precisam despertar para essa realidade, pois continuar em desconxeção do esses mercados provocará um acentuado atraso na entrada dessas tecnologias na ZFM/PIM.

*Nilson Pimentel é economista, engenheiro, administrador, mestre em economia, doutor em economia, pesquisador, consultor empresarial e professor universitário: [email protected].

Nilson Pimentel

Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]
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