Em todas as vezes que julgar necessário, utilizarei aquilo que muitas pessoas nominam “Frases de Efeito” para expressar um pensamento, a fim de representar algo que entendamos como significativo. Assim motivado, pergunto a quem possa responder:
“A QUEM INTERESSA” O ESTADO DEPLORÁVEL EM QUE SE ENCONTRA NOSSO BRASIL?
É óbvio que, para atingirmos os limites do caos em que vivemos, se já não o atingimos, dois componentes inseparáveis se fizeram presentes, além de outros menos votados: a corrupção e a impunidade.
Foram bilhões de dólares (o mundo respira dólar) desviados, descaradamente roubados do erário e do povo para saciar a sede de poder e de sonhos faraônicos de salafrários das mais variadas estirpes e lhes permitir mordomias regadas a champanhe, uísque, joias das mais caras, viagens, beiras de piscinas em mansões construídas com o dinheiro público, contas milionárias em paraísos fiscais e boa vida em hotéis de luxo em belos recantos paradisíacos.
Certamente que viver bem e confortavelmente faz parte de nossos sonhos e metas, mas temos condições de usufruir disso com dignidade, correção e dentro daqueles limites que nossas justas conquistas nos permitirem. Baseado neste raciocínio, retorno ao ponto inicial e refaço a pergunta: “A quem interessa” nos inflar uns contra os outros?
O que observamos no dia a dia é um sem fim de levar ao confronto as classes sociais, as raças, as religiões, os jovens, os idosos, os homens e as mulheres, inserindo, dentro de cada contexto, o que classificaram de “minorias”. Nenhum adulto é criança o suficiente para deixar de entender que TODOS NÓS, indistintamente, possuímos nosso quinhão de PRECONCEITOS ou, para quem assim entender, CONCEITOS PERSONALÍSSIMOS. Mas tal condição é repudiada pela grande maioria e por nós próprios, em nossa luta diária para sermos um pouco melhores do que somos. Assim, resta aquela mesma pergunta, e a repetirei sempre: “A quem interessa”?
Onde não existe consenso e união, verifica-se a necessidade de alguém para organizar. Surge, então, a mão do Estado Salvador, Redentor, Conciliador e Amigo (belo, não?) para nos impingir ideologias unilaterais, ditadas pela força da opressão, à custa da obediência cega do rebanho ou do sangue derramado, onde o direito de ir e vir é controlado e, na ponta da espada, a voz do povo se vê ceifada. Tal visão não representa tão somente a percepção de quem escreve, mas a fotografia e a imagem televisiva, nua e crua, nos limites dos quais venha a ser “AUTORIZADA” a sua transmissão.
O povo brasileiro é pacífico, livre e não deseja esse estado de coisas para o Brasil.
A quem interessa transformar “mentiras crassas” em “verdades forjadas”, que somente quem as diz assim as entende, para transformar pensamentos e atitudes, para transformar cidadão em gado obediente, que sacia sua fome e sede nos pequenos currais, onde o capim, a água e os medicamentos são limitados ao mínimo necessário para manter a vida útil forte o suficiente para, física e mentalmente, oferecer o fruto do seu trabalho e dedicação para uma casta promíscua que espolia, corrompe e destrói o Estado, na manutenção de suas mordomias vividas naquelas mansões, paraísos fiscais e hotéis de luxo em balneários paradisíacos, citados anteriormente por nós.
“A quem interessa”, finalizo, iniciando um desafio, manter, nas próximas eleições para Presidente da República, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais, o famigerado “VOTO ELETRÔNICO”, caduco, obsoleto e extremamente exposto à “FRAUDE”, venha ela de onde vier? Ela, a “URNA ELETRÔNICA”, sabidamente nos meios da Tecnologia da Informação, não oferece a mínima condição de integridade e correção dos resultados de uma eleição.
Por que e para que manter tal forma de instrumento para a apuração dos votos? Não há desculpas plausíveis para se manter tamanha “ABERRAÇÃO” proporcionada pelo instituto do “voto eletrônico”, que somente interessaria, em tese, aos beneficiários da “FRAUDE”.
A primeira e única das ações, quer sejam administrativas, econômicas e de segurança, é o retorno do “VOTO IMPRESSO”, mantido, mesmo que confiável, sob a permanente vigilância de “TODOS” os envolvidos no processo eleitoral, quer por quem tem o “DEVER CÍVICO” de promover a sua instituição, quer por aqueles diretamente nele envolvidos.
O cidadão não está CANSADO: está FARTO de ser enganado pelo deboche dos corruptos de plantão, e a forma democrática mais abrangente, inicial e verdadeiramente representativa da “VONTADE POPULAR”. A sociedade não mais suporta as mentiras, os subterfúgios, as promessas enganadoras. Aos poucos, entendeu e percebeu o engodo do qual era vítima inocente, gado recluso da ignorância e da confiança depositada nos “falsos representantes”, que se mostraram incompetentes para bem representar o povo, sedento de paz e de justiça, além de Ordem e Progresso, desfraldados no Pavilhão Nacional.
O cidadão de bem não quer, não pede, não deseja, não implora pelo “VOTO IMPRESSO” para as próximas eleições: “EXIGE”, categoricamente, das autoridades que têm a “OBRIGAÇÃO” de representá-lo, a instituição imediata e prática, para as próximas eleições, do desejado “VOTO IMPRESSO, como primeiro passo para o exercício de sua cidadania.
O cadeado quebrou. Os portões dos currais caíram por terra, atropelados pelos gritos de liberdade do povo sofrido, dos brasileiros indignados com o sorriso debochado, deslavado, escancarado nas telas de TV, escarnecendo descaradamente da sociedade e da Nação. É o povo se rebelando nas urnas, clamando pela decência, honradez e dignidade que faltaram às atitudes daqueles que deveriam representá-lo.
O cidadão de bem não mais acatará a fala obtusa e ridícula do político que alardeia não ter que ouvir o clamor popular. Tem, sim, pois está lá para representá-lo, dentro dos limites da coerência e da legalidade.
A força da vontade popular estará presente a partir de agora, em cada espaço temporal até as eleições. Não há que se forjar desculpas ou procurar pretensas justificativas. Será inócuo. O povo exige: “VOTO IMPRESSO. JÁ”.







