Reforma Tributária foi o assunto da pauta da reunião que aconteceu na sede da Fecomércio/AM em junho. Estavam presentes representantes de entidades de classe do Comércio, Indústria e empresários locais, entre eles o presidente da CDL-Manaus, Azury Benzion e o diretor da CDL, Jaime Benchimol.
Os empresários temem reflexos negativos com a Reforma Tributária. Em uma análise prévia eles receiam que as medidas causem uma elevação dos preços praticados no Estado.
Com o projeto de lei, o governo federal viabiliza dois grandes objetivos: unificação de alguns dos principais tributos federais para a simplificação do sistema tributário e criação de um novo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços), para colocar fim a guerra fiscal entre os estados, até aí medidas vista com bons olhos pelo comércio local.
“Precisamos manter as vantagens comparativas para poder manter as indústrias aqui. Isso é de grande importância para o comércio. Como temos uma logística cara, para mantermos uma atividade econômica e comercial, deve haver um tratamento diferenciado na questão tributária”, enfatizou o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), José Azevedo.
O presidente da ACA teme que os impostos sejam tributados conforme o volume de consumo. “Em primeira vista, teremos aumento em todas as mercadorias, principalmente em produtos básicos e de alimentação, considerando que não produzimos nem 20% dos produtos alimentícios que consumimos. Com isso, tudo será onerado violentamente”, avaliou.
A preocupação maior dos representantes é o consumidor que, sem poder aquisitivo e aumento de salários, poderá sofrer na hora de adquirir seus produtos de primeira necessidade.
O presidente da CDL-Manaus, Azury Benzion avaliou como negativa a intenção do governo em manter uma carga de impostos igual para todos os estados. No entanto, em sua opinião, deve haver um diferencial para o Amazonas. “Na verdade, o Amazonas precisa de um tratamento diferenciado para mantermos não apenas as indústrias, mas, o comércio também, e acima de tudo, o povo consumidor que vive aqui”, destacou.
Para Azury, é preciso criar uma alternativa que resguarde os benefícios para o Amazonas, já que o Estado tem um preço diferenciado dos outros estados devido à distância dos grandes centros. Caso isso não aconteça, quem vai acabar pagando por tudo, é o consumidor final.
Esta coluna é uma publicação diária e elaborada
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