Há algum tempo a palavra sustentabilidade ecoa por todas as áreas. Dos bancos escolares às mídias, a palavra cresce com total credibilidade e enaltecimento. Entretanto, poucos são os que realmente exercem o significado real da palavra.
Analisando pelo lado das empresas comerciais, que exercem maior quantidade de gastos tanto monetários quanto ambientais, existe a falta de uma estratégia de implantação de sustentabilidade.
Mas, é preciso reafirmar a importância da liderança na efetividade da estratégia de sustentabilidade das empresas, pois na prática, integrar aspectos econômicos, ambientais e sociais diminui custos principalmente futuros, reduz riscos, evita desperdícios, gera lucros.
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Comércio varejista
Para entender melhor, vamos pegar como exemplo o comércio varejista. Empresas de qualquer porte têm processos mais rentáveis para implantar. Começando pela construção “verde”, assim denominada porque privilegia a preservação ambiental como critério para projetos e obras de lojas, com iluminação natural, material de origem certificada, reaproveitamento de água, descarte de entulho, etc.
A construção sustentável tem um custo mais alto, se justifica pela redução de custos operacionais em curto prazo. Programas de eficiência energética não só reduzem custos como também buscam alternativas de geração e utilização de energia.
Na operação da loja, iniciativas como o descarte de embalagens junto a cooperativas e indústrias de reciclagem, geram emprego e renda. E trazem economias que poderiam ser revestidas para investimentos sociais da empresa, especialmente ligados à educação de crianças e jovens, projetos comunitários e conscientização ambiental.
O impacto ambiental do varejo é pequeno se comparado ao produzido por indústrias que usam recursos naturais ou emitem enorme quantidade de efeito estufa. Entretanto, ainda falta mais trabalho de mobilização e conscientização no consumo e, estimular ainda mais uma mudança cultural importante junto aos consumidores.
Comercializar sacolas retornáveis, caixas de papelão para acondicionar as compras e desenvolver sacolas plásticas mais resistentes, seriam algumas questões que o comércio varejista poderia implantar.
Consumidores têm se tornado cada vez mais conscientes e engajados, participando ativamente de programas de coleta seletiva de embalagens pós-consumo, adquirindo produtos orgânicos, produtos de marca própria, sustentáveis ou de manejo sustentável, vindos de comunidades, cooperativas e associações de artesãos, porém ainda falta uma conscientização mais extensa por parte das pessoas.
Colaboradores também podem ser alvo de práticas interessantes, desde a adesão a programas voluntariado e relacionamento comunitário até o estímulo à participação no processo de sustentabilidade.
Mesmo utilizando todos esses recursos, ainda assim, empresas terão a árdua luta contra o consumismo global. Todavia, são de pequenas iniciativas que se geram grandes execuções.
Sustentabilidade é um diferencial de posicionamento e competitividade, um objetivo para qualquer tipo de empresa deve estar no centro do negócio. Não é preciso deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito.
Desta forma, com mentalidades “antenadas” na evolução da sociedade, conscientes do atual papel das empresas no mundo e, ainda, com sua crença na proposta da sustentabilidade, empresários e executivos de vanguarda irão comemorar algo ainda visto por muitos como inconciliável: resultados e benefícios para o negócio ao lado de resultados e benefícios para a sociedade e o ambiente.
Esta coluna é uma publicação diária e elaborada pela CDL-Manaus
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