Abraciclo estima que polo de duas rodas deve fechar o ano com queda de 26%

Em: 1 de dezembro de 2009
O setor duas rodas deve fechar novembro novamente em queda
O setor duas rodas deve fechar novembro novamente em queda

O setor duas rodas deve fechar novembro novamente em queda. Segundo levantamento prévio, o mês ficará com vendas e produção abaixo das registradas em outubro, que já teve números menores do que os apresentados em setembro. Para o ano, a projeção é que as retrações cheguem a pouco mais de 26%, em comparação com o resultado apurado pelo setor ao final do ano passado.
“O Pólo de Duas Rodas ainda não se recuperou dos efeitos da crise mundial. Infelizmente, as exigências para liberação de crédito dificultam as vendas e afetam a produção”, lamentou o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Paulo Shuiti Takeuchi.
Segundo a entidade, o setor vinha se recuperando no segundo semestre, mas, após setembro, sofreu dois tombos consecutivos em seus números de vendas e de produção. “A cobrança da Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social] retornou em outubro, o que teve um reflexo significativo nas vendas. Esperamos que, com a entrada do 13º salário, as comercializações aumentem para recuperarmos um pouco as perdas”, ponderou Takeuchi.

Fábrica Parada

As dificuldades que o setor enfrenta já tiveram reflexos no PIM (Polo Industrial de Manaus), onde se encontram as fabricantes de motocicletas. Com vendas e produção em baixa, a Moto Honda da Amazônia, maior montadora do setor de duas rodas no país, paralisou a fábrica por quatro dias no fim de novembro. Esta foi a segunda paralisação registrada em dois meses.
O segmento de duas rodas é responsável por 40 mil empregos diretos na capital amazonense e é o segundo em importância no PIM, atrás apenas do polo eletroeletrônico.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar