Para uma empresa, produtividade é tudo, mas além dos fatores clássicos que levam as pessoas a terem perda produtiva, a modernidade trouxe o acesso às redes sociais como Orkut, Twitter e Facebook, que podem ser distrações extras se não utilizadas de forma adequada.
Segundo especialistas, as redes sociais e ferramentas de bate-papo são inimigos da produtividade e, por consequência, do faturamento da empresa. Por isso cada vez mais as organizações estão buscando um meio termo entre o que é aceitável e o que não se pode de maneira alguma fazer quando se trata desse assunto.
O diretor de negócios e comunicação empresarial da Altsoluções Interativas, Tiago Monteiro de Paiva, disse concordar que os motivos da proibição desses sites se dá, em geral, pela baixa produtividade. Segundo ele, poucas empresas utilizam essas ferramentas com objetivos concretos, mas se usadas de maneira correta elas podem trazer benefícios diretos.
Para Paiva, o uso dessas ferramentas no ambiente de trabalho deve ser controlado. A empresa dele, a Altsoluções, produz aplicativos de comunicação para as organizações que vão desde projetos de intranet corporativa a comunicadores internos para atendimento via internet. O diretor disse acreditar ser essa uma questão de consciência pessoal.
“Em geral, um e-mail corporativo é uma ferramenta disponibilizada para o funcionário exercer sua função enquanto colaborador. Com isso, o uso e monitoramento são de responsabilidade da empresa. Mas o funcionário deve partir do princípio de que ele não pode fazer mau uso dos instrumentos de trabalho”, declarou. Contudo, ele frisou que é mais fácil proibir do que motivar o uso consciente.
Tiago de Paiva enfatizou também a importância de controlar as páginas na internet acessadas por funcionários, pois segundo ele, o bloqueio se dá pelo mau uso. “Já tivemos casos de funcionários que ficaram quatro horas navegando na internet, enquanto seu trabalho estava atrasado. Monitorar os websites que são acessados ajuda e muito no controle da produtividade”, completou.
A gerente de recursos humanos da Época, Meire Souza, presta assessoria nessa área para diversas empresas e disse não concordar com a proibição dessas redes sociais no ambiente de trabalho. Porém, ela afirmou que deve haver uma conversa entre chefia e colaborador para criar um bom senso no uso. “Tem funcionário que não tem consciência. Mesmo com trabalho empilhado, continua acessando. Não vejo problema do profissional acessar Msn ou Orkut, desde que faça em seu tempo livre, no intervalo, não atrapalhando seu serviço”, destacou Meire.
A Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) encontrou uma solução para alguns dos problemas trazidos por essas redes. Segundo a assessoria de comunicação, há um produto incluso no sistema de e-mail, o Mdaemon, que possibilita a comunicação dos colaboradores entre si e com o mundo externo. Hoje, cada funcionário possui um e-mail desse tipo, com algumas restrições de anexos devido aos problemas no passado com vírus.
A maioria dos programas de mensagens instantâneas é bloqueada na agência por serem considerados propagadores de pragas. Além do que, de acordo com a assessoria, não foi justificado até o presente momento a real necessidade desse tipo de ferramenta para o negócio da agência – salvo raras exceções, como a assessoria de comunicação. Outras ferramentas estão liberadas até o momento por não oferecerem risco, como o Twitter e o Google Talk.
Abuso no acesso a redes sociais no trabalho prejudica produtividade
Em: 4 de outubro de 2009
Especialistas dizem que é preciso ter compromisso com as obrigações profissionais para poder usufruir do Orkut, Twitter e Facebook sem causar prejuízo à empresa
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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