Associação Comercial do Amazonas, comemorou ontem 148 anos de luta pelos interesses da classe empresarial. Na solenidade por mais um ano de sua existência, a entidade fez a entrega de comenda para cinco empresários que tem se destacado para o crescimento e desenvolvimento da atividades comerciais no Estado. O evento foi realizado no auditório da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
Para o presidente da ACA, Ataliba David Antônio Filho, a entrega da medalha de honra ao mérito empresarial, é uma forma de reconhecer e valorizar quem tem trabalhado e investido recursos para gerar emprego e renda no Amazonas. “Esses comerciantes foram selecionados pelos anos de dedicação à atividade comercial. São comerciantes que até hoje administram e acreditam no seu negócio, trabalhando com seriedade e valorizando principalmente o centro da capital. É muito gratificante poder prestar essa homenagem a esses grandes empresários”, disse.
Entre diversos nomes, cinco empresários foram escolhidos por uma comissão e receberão a Medalha do Mérito Empresarial J. G. Araújo. Allan Kardec Bandeira de Melo, diretor presidente do Grupo Tropical Multiloja; Mounir Farid Merhi do Grupo Tropy; Nelson Azevedo dos Santos, presidente da Poliamazon Metalúrgica da Amazônia Ltda; Raul Carlos Araújo de Andrade, presidente do Grupo Alemã e Urias Sérgio de Freitas, diretor da USFreitas Consultoria Financeira e Representação Ltda.
“Independente do tamanho da empresa e no número de funcionários o importante é trabalhar de forma honesta para gerar emprego e renda. Muitos empresário realizam bons trabalhos. Na verdade procuramos fazer aquilo que se espera. Fazemos mais do que nossa obrigação com a sociedade. Sou simplesmente um empresário e trabalhador normal como milhares no Brasil”, disse o empresário Allan Kardec Bandeira de Melo, da Tropical Multilojas que tem se destacado com empreendimentos que geram 437 postos de trabalho.
Kardec destacou, a importância da ACA para fortalecer e ajudar a classe empresarial nos desafios na hora de empreender, e enalteceu o trabalho da entidade ao longo de sua existência para o desenvolvimento do comércio e dos outros segmentos da economia do Amazonas. “Como entidade ela tem defendido os interesses da classe empresarial de todos os segmentos ao longo dos anos. Dada a importância de gerar emprego e renda para a população. São 148 anos prestando serviços sérios para o Estado com o propósito de lutar pelos interesses de quem gera emprego e produz”, frisou.
Atualmente com vinte lojas, doze quiosques, uma central de abastecimento, uma área de eventos, o Grupo Alemã tem gerado um total de 650 empregos diretos e 2000 postos de trabalho indiretos. Segundo o presidente da empresa, Raul Carlos Araújo de Andrade, a ACA tem sido uma parceira fundamental nesse processo.
“É uma honra ser reconhecida pela ACA que sempre contribui para o desenvolvimento do comércio e ajuda a tirar as burocracias e dificuldades de empreender. É uma entidade que ajuda com o desenvolvimento do Amazonas facilitando a vida do empresário que deseja investir e gerar emprego”, disse.
Lembranças
Ataliba David relembrou uma das grandes bandeiras de luta da entidade ao longo de sua história, e destacou o período áureo da borracha em que a associação foi uma ferramenta fundamental para pleitear junto ao comércio externo a venda dos produtos gerados pela riqueza da borracha no Amazonas.
“Em praticamente mais de 100 anos, a associação foi uma das guardiães dos interesses do empresariado. Inicialmente era única entidade que defendia os interesses dos empresários na era da borracha. Pleiteou o porto que nós temos hoje, pleiteou os nossos produtos para exportar, movia até exposições no exterior para vender nossos produtos. Então, ela foi bastante atuante nesse período”, disse.
Atualmente, o presidente destacou uma das principais lutas da entidade frente aos interesses da classe empresarial, entre elas, a atual situação do comércio do centro da cidade, que com grande dificuldades enfrenta alguns desafios. “Lutamos contra uma carga tributária menos pesada, luta-se pela rodovia da Br 319, um porto público mais eficaz, e uma área central com uma melhor distribuição de carga e descarga. Além disso, precisam de uma maior segurança pública no centro. Os lojistas enfrentam uma insegurança muito grande. Então, são vários pleitos que procuramos atuar e interagir com os gestores e autoridades”, disse.







