O posicionamento do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que diante dos primeiros valores dos conversores para TV digital defende a diminuição do preço desses aparelhos e a venda a custos populares, pode provocar um desaquecimento das esperadas vendas do produto por parte dos fabricantes, especialmente para os que têm sede em Manaus. A avaliação é do presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas), Wilson Périco.
“O governo pode causar no consumidor uma expectativa e fazer com que ele retarde a compra. O ministro deveria se preocupar com a qualidade do sinal digital e do produto a ser oferecido e deixar que o mercado responda por si, se vai comprar agora ou depois, se vai pagar mais ou menos”, disse Périco.
O representante das fabricantes de televisão e conversores comparou a entrada desse novo produto no mercado nacional com o histórico de preços da televisão de plasma e ponderou que, naturalmente, haverá queda nos preços.
“Costumo comparar a entrada dos conversores no mercado com outros produtos que já estão sendo comercializados no país como, por exemplo, as TVs de LCD e plasma, que chegaram ao mercado custando R$ 23 mil ou R$ 24 mil e hoje valem cerca de R$ 4.000. Isso é uma questão natural.
De acordo com o dirigente do Sinaees, as inovações tecnológicas passam por um ciclo de custos e apelo comercial, mas a queda nos preços também faz parte desse processo.
“A partir do momento que aumente a concorrência e o volume comercializado, os componentes tendem a baratear e os preços desses produtos vão cair naturalmente. Se não chegar ao que o governo espera, deve chegar a algo em torno de R$ 450 ou R$ 500, para modelos mais simples. Os conversores com mais recursos e uma carga tecnológica maior realmente terão um preço um pouco maior”.







