Um acordo de cooperação tecnológica entre o Brasil e a Venezuela poderá alavancar a economia local a partir do desenvolvimento de projetos industriais, como instalação de usinas de fundição, fabricação de tubos de plásticos, produção de placas de circuitos impressos, fabricação de equipamentos para refrigeração industrial, embalagens, metal, vidro e tecnologia da alimentação.
As indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) estão entre as mais cotadas para expandir os negócios a partir dessa cooperação tecnológica, onde estão previstos, além do intercâmbio de conhecimentos, investimentos de expansão da indústria local e pagamento de royalties pela utilização de tecnologia brasileira.
O gestor do Programa de Trabalho para Cooperação Industrial Internacional com a Venezuela, Joselito Pizzetti, disse que a iniciativa terá seis frentes de trabalho e prevê, entre outros, a aplicação de tecnologia brasileira na produção de leite e criação de gado leiteiro, produção de alimentos, financiamento de empresas e atividades de base tecnológica, capacitação de pequenas e médias empresas, além da formulação de estratégias e implementação de projetos industriais.
Pizzetti ressaltou que, apesar dos bons resultados para o Brasil no comércio internacional com a Venezuela, o projeto envolve mais do que vender máquinas e equipamentos para o país vizinho. “O projeto é amplo e abrange conhecimentos em atividades de base tecnológica, de capacitação de pequenas e médias empresas e de treinamento de mão-de-obra e gerencial, ou seja, vai ser uma oportunidade da indústria levar seu know-how para a Venezuela”, acrescentou.
Para o presidente da Fanc (Fundação Amazônica de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico), Cláudio Chaves Coelho, a cooperação industrial é uma série de convênios firmados, onde fica prevista a migração de tecnologia com pagamentos de royalties e a troca de informações. No entendimento do executivo, o Amazonas com sua série de pólos industriais consolidados a partir de um adensamento setorial está entre as regiões que saem na frente em se tratando de política expansionista.
Coelho elogiou o apoio da ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento da Indústria) ao projeto, facilitado com a instalação de um escritório da entidade e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em Caracas, capital daquele país. O pesquisador concordou que o trabalho que a ABDI vem fazendo colabora para a integração bilateral entre os setores produtivos.
“Vamos auxiliar a Venezuela a fortalecer o setor industrial e, consequentemente, ajudar as empresas locais a venderem produtos e serviços que a Venezuela vai precisar num segundo momento”, concluiu.
A estimativa da ABDI é de que as transações comerciais fiquem em torno de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões mensais.
Além da ABDI e instituições de pesquisa tecnológica, o programa inclui ações da Embrapa, Finep, Ministério da Saúde, Hemobrás, BNDES, Sebrae, Senai e Suframa.
Intercâmbio comercial
A coordenadora geral de comércio exterior da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Gracilene Belota, disse que a participação da autarquia visa a cumprir o objetivo de aprofundar e ampliar o relacionamento bilateral entre os governos do Brasil e da Venezuela. A executiva assegurou que a Suframa vai atuar na condição de entidade cooperante no apoio à formulação de estratégias e projetos industriais, através de ações conjuntas com a CVG (Corporación Venezolana de Guyana), repassando do modelo Zona Franca para contribuir no desenvolvimento de uma zona industrial na Venezuela em moldes similares.
Gracilene Belota disse ainda que haverá a realização de atividades que promovam o intercâmbio comercial entre a Venezuela e das áreas jurisdicionais da Suframa, com especial atenção para o esforço de importar insumos venezuelanos (aço, ferro, alumínio e plástico) a fim de suprir produtores do PIM. “Além disso, vamos aproveitar as potencialidades do Amazonas para incrementar um f






