Os produtores rurais do Amazonas movimentaram em 2008 mais de R$ 16 milhões com a venda de gêneros alimentícios regionais para as escolas públicas do Estado através do Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar) e mais de R$ 4 milhões com o fornecimento de carteiras escolares para a Seduc (Secretaria de Estado da Educação). A soma das duas produções beneficiou diretamente 7.300 famílias de trabalhadores da zona rural do estado.
Os dados são da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), responsável pela abertura de mercado para os produtos incentivados pelo programa estadual Zona Franca Verde. No último final de semana, o presidente da Agência, Valdelino Cavalcante reuniu os servidores e pediu maior empenho e eficiência na prestação dos serviços aos produtores amazonenses no sentido de ampliar as oportunidades de emprego e renda em 2009. “Os números são gratificantes mas precisamos buscar maior eficiência dos serviços que a ADS presta aos produtores para que possamos atingir, na sua plenitude, as metas traçadas para 2009”, frisou.
A ADS, órgão vinculado a SDS (Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) que assumiu as funções da antiga Agência de Florestas apresenta resultados positivos na comercialização de produtos florestais madeireiros e não madeireiros com boa aceitação no mercado. É o caso dos óleos (andiroba, murumuru, copaíba e castanha) utilizados como matéria-prima da indústria de cosméticos e farmacêuticas, extraídos dos municípios de Lábrea, Manicoré e Amaturá. A produção em 2008 foi de 43.200 (kg), gerando renda de 689 mil reais aos extratores de 896 famílias envolvidas.
Extrativismo vegetal
Na produção da borracha extraída da árvore da seringueira, o governo do estado já repassou mais de 2,5 milhões, beneficiando no geral 1.700 famílias que estão retornando aos seringais nativos estimulados com a valorização do produto no mercado. “A utilização da matéria-prima na fabricação de produtos como a ‘camisinha’ vem agregando valor e isso gera demandas e o aumento da mão-de-obra da atividade”, justificou Valdelino.
O mesmo ocorre com a extração da castanha da Amazônia conseguindo em 2008, produção de 400 mil quilos, o equivalente a R$ 3.362.500, atingindo 1.160 famílias dos municípios de Lábrea, Manicoré (com maior produção), Amaturá e Boca do Acre.







