Aécio assume as rédeas da sucessão

Em: 14 de maio de 2013
Principal liderança da base de apoio ao governo de Minas Gerais, o senador Aécio Neves (PSDB) resolveu puxar o freio da disputa pelo governo estadual entre os aliados e assumiu as rédeas da sucessão mineira de 2014
Principal liderança da base de apoio ao governo de Minas Gerais, o senador Aécio Neves (PSDB) resolveu puxar o freio da disputa pelo governo estadual entre os aliados e assumiu as rédeas da sucessão mineira de 2014

Principal liderança da base de apoio ao governo de Minas Gerais, o senador Aécio Neves (PSDB) resolveu puxar o freio da disputa pelo governo estadual entre os aliados e assumiu as rédeas da sucessão mineira de 2014.
Partiu de Aécio a ordem para que os quatro postulantes a suceder o governador Antonio Anastasia (PSDB) -que não pode concorrer à reeleição- deixem de lado a disputa interna e partam para uma estratégia comum de ação.
Até junho serão formatados encontros regionais dos quais os quatro devem participar para “refrescar a memória” sobre os dez anos de gestão do PSDB em Minas, segundo o senador.
Esse “refresco” terá como argumento principal o modelo implantado no governo, o do “choque de gestão”.
Colocar ordem na base aliada e cobrar unificação do discurso é ainda uma forma de o PSDB enfrentar, desde já, a provável candidatura petista do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria), que já se articula.
Pimentel, dizem seus aliados, só não será candidato se a presidente Dilma Rousseff não quiser. Ele é o mais cotado para montar o palanque mineiro para Dilma, que possivelmente disputará o pleito presidencial contra Aécio.
Por isso o senador chamou seus aliados no último dia 18, na residência oficial de Anastasia, para dizer: “Unidos nós somos muito fortes”.
Lá estavam os três postulantes tucanos: Marcus Pestana, deputado federal e presidente do PSDB-MG, Narcio Rodrigues, secretário de Ciência e Tecnologia no governo Anastasia, e Dinis Pinheiro, presidente do Legislativo.
Na companhia deles estava ainda o único postulante dos cerca de 20 partidos aliados, o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). Por fora corre Renata Vilhena, secretária de Planejamento de Minas e espécie de “mãe” do choque de gestão. Convidada a filiar-se ao PSDB, ela disputaria sua primeira eleição.
PT
Quatro dias após o encontro de Aécio com os tucanos, Pimentel se reuniu com lideranças do PMDB, PRB, PC do B e PT para discutir estratégias de ação.
Apesar da presença de peemedebistas, o senador Clésio Andrade (PMDB) mantém seu nome na disputa e faz críticas ao governo Dilma por supostas promessas de obras não cumpridas no Estado.
O PMDB não dá mostras de que irá ceder facilmente ao PT. Além de Clésio, o vice-presidente da República, Michel Temer (SP), tentou recentemente convencer o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011, a concorrer ao governo de Minas pela legenda.
Gomes não se interessou, alegando que suas empresas da área têxtil tomam muito o seu tempo. Boa parte do ano ele passa nos Estados Unidos.
Josué tem boa relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém o hábito de encontros em São Paulo.
O ambiente interno no PT é favorável a Pimentel, diferentemente das últimas eleições. O ex-ministro Patrus Ananias, que vinha rivalizando com Pimentel, tem declarado apoio ao ministro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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