Os aeroviários do Amazonas resolveram aceitar a proposta das empresas de aviação e decidiram não paralisar suas atividades no Estado. Por enquanto, as empresas só fizeram o repasse das perdas salariais correspondentes à inflação do ano que foi de 6,08% segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), sendo que o Sindamazon (Sindicato dos Aeroviários do Amazonas) está reivindicando 8% de aumento, mais há a possibilidade de continuar as discussões sobre as reivindicações sobre os itens relacionados às questões sociais, com data prevista somente para o mês de fevereiro de 2011.
O presidente do Sindamazon, José Jorge Negreiros disse ser contra o pedido de aumento dos sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), que é de 15%.
“Seria um tremendo ato de irresponsabilidade pedir um aumento que no meu modo de ver está fora da realidade. Nós estamos negociando desde setembro e a nossa data base é 1º de dezembro, a classe patronal nos ofereceu 0% em outubro, portanto avançamos em nossas negociações, pois nenhuma categoria até agora conseguiu aumento superior a 10% e nós possivelmente iremos fechar em 8% com aproximadamente 2% de ganho real”, explicou Negreiros.
O presidente disse que o país passa por uma efervescência política, e esse é o motivo pelo qual pessoas ligadas a centrais sindicais querem instalar um clima de caos no setor.
“O que existe, é que pessoas interessadas em cargos políticos dentro da aviação brasileira, principalmente, na Infraero. Portanto, o nosso posicionamento é contrário ao movimento de greve que está tomando conta do país, o Sindamazon está preocupado em manter os empregos que existem, não adianta embarcar em um movimento meramente com objetivos políticos que possam gerar desemprego mais tarde. Greve é uma coisa muito séria, as negociações continuam e hoje possivelmente teremos um desfecho da situação que virá através do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) que tem sede no Rio de Janeiro”, enfatizou.
Negreiros informou ainda que o caos que se instalou no aeroporto Eduardo Gomes em Manaus, e em outros Estados é por conta do overbooking e não por questões climáticas.
“Na verdade os atrasos tem acontecido devido às empresas terem vendido bilhetes antecipados, portanto não existem aviões e consequentemente voos para suprir a demanda absurda que cresceu por conta da irresponsabilidade de algumas empresas”, finalizou.
Em nota divulgada à imprensa, a TAM Linhas Aéreas informou que, em decorrência de problemas meteorológicos em Manaus, o aeroporto da cidade teve seus sistemas de aproximação por instrumentos e de balizamento prejudicados, e, desde a tarde de segunda-feira, 20, até a noite de terça, 21, suas operações foram severamente afetadas. As condições adversas em Manaus prejudicaram a programação de voos da empresa, que sofre os reflexos, com atrasos em diversos aeroportos do país.
Aeroviários do Amazonas aceitam acordo patronal
Em: 23 de dezembro de 2010
Os aeroviários do Amazonas resolveram aceitar a proposta das empresas de aviação e decidiram não paralisar suas atividades no Estado
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também


Com 11,4 milhões de passageiros, transporte aéreo cresce 2,5% em agosto
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Samba Manaus se aproxima da despedida
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Amazonas define representante para o maior campeonato de batalha de rima do Brasil
21 de setembro de 2026

Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
21 de setembro de 2026

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
21 de setembro de 2026