A Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) possui mais 40 mil clientes em todo o Estado e administra uma carteira de ativos superior a R$ 340 milhões. A agência atende empreendedores do setor primario (mini e pequenos produtores rurais), secundário (micro, pequenas e médias empresas) e terciário (comerciantes e prestadores de serviço) e oferece prazos de amortização de 60 meses, incluindo 12 meses de carência com juros de 6% a 10% ao ano.
No ano passado a Agência aplicou mais de R$ 154 milhões em investimentos oriundos de programas, fundos e convênios, principalmente com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e FMPES (Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas) e que beneficiaram desde o produtor rural até grandes indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus).
As 16.348 operações de crédito realizadas em todo o Estado mantiveram um índice de inadimplência em torno de 3%. A margem, considerada “aceitável” pelo Banco Central, é vista como “controlada” pelo presidente da Afeam, Pedro Falabella, que disponibilizou equipes para oferecerem aos devedores planos irrecusáveis de renegociação. “Aqueles que estão irregulares e realizaram financiamentos com recursos do FMPES podem negociar conosco. Estamos fazendo de tudo para manter essa boa relação com todos e para que mais pessoas possam ter acesso ao crédito”, anunciou.
O total de recurso previsto para investimentos em 2011 é de R$ 175 milhões e deve financiar os vários setores da economia, com destaque para os produtores das riquezas amazônicas. “Manteremos os mesmo programas, mas daremos ênfase aos empreendimentos de arranjo produtivo com retorno ao extrativismo. O foco será financiamento para o produtor rural, a associação, a cooperativa e a fábrica que deverá absorver essa produção”, anunciou o presidente da Afeam, referindo-se em especial à cadeia produtiva da borracha, juta e castanha do Amazonas.
Público privada
A grande novidade é que a Afeam inaugura sua primeira parceria público privada e também passa a ser sócia de uma fábrica têxtil, a Brasjuta, sediada em Manacapuru (a 68 km de Manaus), que inicia seu funcionamento neste primeiro semestre com a utilização de quase 6 toneladas de juta na produção de telas para embalagens de sacos de cebola, açúcar e café, além de fabricar tecidos. “Deveremos gerar 400 empregos diretos”, informou Falabella.
Recentemente, uma fábrica de polpa de açaí pasteurizado, incentivada pela Afeam, foi inaugurada em Parintins (a 369 km). Mais duas fábricas de açaí, também com crédito da agência, serão abertas em Carauari (a 786 km) e Benjamin Constant (a 1.118 km). Outra preciosidade da floresta Amazônica, o guaraná, também foi alvo do investimento da Afeam, que contribuiu com o capital de giro para a Cooperativa Agrofrutífera dos Produtores de Urucará (a 270 km). A cooperativa produz 30 toneladas de guaraná, das quais 20 toneladas (orgânico) são comercializadas para as industrias de bebida Ambev e Recofarma. O restante, transformado em pó e vendido para o mercado exterior (Itália e França). A cooperativa de Urucará benefícios para 116 familias e 480 pessoas no municipio.
Lucro social é a meta, garante agência
Na capital, no bairro de Santa Etelvina, zona norte, a Afeam investiu mais R$ 6 milhões, entre capital de giro, máquinas e equipamentos em uma indústria de purê de banana, polpa de açaí, cajá e outros derivados, gerando mais de 30 empregos diretos. A empresa investiu em alta qualidade com a tecnologia de envase asséptico (sem necessidade de congelamento para conservar o produto).
Segundo o presidente da Afeam a idéia é incentivar a valorização e permanência do homem no seu próprio lugar. “Que ele ocupe o seu espaço para desenvolver o município. Para nós, o lucro social é maior que o financeiro”, afirmou.
De acordo com Falabella “nada é de graça” e, do pequeno às industrias do polo incentivado, a agência vai exigir o retorno que beneficie o Estado. “Na época da crise financeira, a Afeam socorreu várias indústrias do PIM. Somos questionados por isso, mas acredito que nosso papel é contribuir para o desenvolvimento e nós fazemos isso. Todo nosso investimento é para coisas produtivas, seja do grande ou do micro empreendedor. Sempre exigimos algo em troca, seja de forma social, seja em contribuição à preservação do meio ambiente”, destacou.
Limite de crédito
Os recursos próprios da Afeam são utilizados em vários programas. Um deles é o Afeam Agricola, que beneficia produtores rurais e cooperativas. O limite de crédito é de R$ 25 mil a R$ 1,5 milhão.
O Afeam Industrial beneficia pessoas jurídicas de qualquer porte que se dediquem a exploração de qualquer atividade industrial de relevante interesse ao desenvolvimento do Amazonas. O limite de crédito fica entre R$ 25 mil a R$ 1,5 milhão.
Há também o Afeam Comércio, para pessoas jurídicas de qualquer porte, que desenvolvam atividades no setor comercial. O limite de crédito oferecido é de R$ 25 mil a R$ 1,5 milhão.
O Afeam Serviços, que financia pessoas jurídicas e profissionais liberais que desenvolvam atividades no setor de serviços, tem limite de crédito de R$ 25 mil a R$ 1,5 milhão.
Garantias encargos, prazos e carência podem ser consultados no site http://www.afeam.am.gov.br.






