Afinal, para onde vai o nosso turismo?

Em: 25 de julho de 2013
O projeto de hospedagem alternativa para a Copa do Mundo mostrou-se um fiasco no nascedouro e acabou abortado pela Amazonastur
O projeto de hospedagem alternativa para a Copa do Mundo mostrou-se um fiasco no nascedouro e acabou abortado pela Amazonastur

O projeto de hospedagem alternativa para a Copa do Mundo mostrou-se um fiasco no nascedouro e acabou abortado pela Amazonastur. Pudera! Não foi discutido com o trade turístico nem obedeceu a qualquer critério mínimo de responsabilidade.
A situação acabou colocando na tela novamente a forma como o governo estadual vem tratando um setor tão importante para o Estado, como é o turismo.
O erro começou quando, em 2002, a Amazonastur foi criada e entregue a uma instituição religiosa, que indicou sua diretoria. Uma manobra extremamente infeliz, uma vez que há setores da administração pública inegociáveis no aspecto político.
Hoje a divulgação do destino Amazonas é feita sem critério, focada na divulgação da cultura regional e sem debates internos que indiquem o melhor caminho.
O turismo do Amazonas cresce por osmose. Hoje qualquer turista escolhe seu roteiro pela internet, independente de divulgação pelos organismo oficiais. E a maioria dos que aqui aportam o fazem por iniciativa própria.
Não por acaso peregrinos do distrito do Cacau Pirêra, que compraram pacotes para participar da Jornada Mundial da Juventude, precisaram acionar a imprensa para conseguir embarcar, depois de terem sido enganados por uma agência mal fiscalizada.
O turismo no Amazonas hoje sobrevive às custas de esforços individuais de empreendedores. Há um claro distanciamento entre o órgão estadual e o trade, que não se sente ouvido nem representado na Amazonastur.
Isso ficou muito evidente no episódio da hospedagem alternativa. A iniciativa simplesmente tiraria qualquer possibilidade de lucro do trade no período de grande visibilidade que a Copa representará, além de prejudicar a divulgação profissional dos pontos turísticos da cidade e do Estado.
A continuar essa situação, dificilmente o turismo vai se transformar na grande fonte de renda que o Estado precisa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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