Aggreko fecha parceria com municípios do interior do AM

Em: 24 de março de 2008
São Gabriel e Maués terão serviços temporários da multinacional
São Gabriel e Maués terão serviços temporários da multinacional

Mesmo com as últimas chuvas e o risco iminente de um novo apagão energético ter sido descartado para o próximo ano, em muitas regiões do país a falta de energia elétrica já faz parte da rotina. Para prevenir problemas do tipo, as prefeituras dos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Maués fecharam parceria com a multinacional Aggreko para instalar 2 megawatts de energia temporária para cada um, suficiente para complementar o fornecimento para as populações de 34 mil e 45 mil habitantes, respectivamente.
O mercado de soluções temporárias de energia começou a crescer no país à reboque dos apagões e do racionamento vividos em 2001. A Aggreko é líder mundial nesse negócio e atua no país há cinco anos. Além de fornecer plantas para complementação das redes locais de energia, a companhia oferece soluções em stand by, que funcionam como uma espécie de seguro apagão, um plano “B” caso a falta de energia se concretize.
Embora a alternativa ainda seja desconhecida por grande parte das empresas brasileiras, apenas no varejo, esse mercado movimenta, no país, cerca de R$ 200 milhões por ano e já registrou aumento de 50%, segundo afirmou a empresa.

Logística
do negócio

Os geradores ficam espalhados em pontos centrais para permitir o atendimento rápido aos clientes, de acordo com a demanda. “No Brasil, as emergências são mais freqüentes na região Norte, onde há uma deficiência de fornecimento de energia”, explicou o diretor da empresa para a América do Sul, Diógenes Paoli Neto. Ano passado, a empresa instalou cerca de 40 MW no centro de Manaus para atender à Zona Franca.
No Brasil, a empresa conta, até o momento, com um escritório central e três bases operacionais – Macaé (RJ), Manaus e Campinas (SP) – de onde partem soluções para garantir desde a produção em plataformas de petróleo, a realização de grandes eventos, ou mesmo para abastecer uma parte da cidade durante manutenção do sistema. As plantas emergenciais da Aggreko utilizam o diesel como combustível. “O uso desse tipo de combustível é necessário, uma vez que em emergência é o único que atende às necessidades inerentes ao projeto”, explicou Paoli Neto.
Também há produtos específicos para utilização à gás, para atender soluções emergenciais em lugares onde há disponibilidade do combustível. Segundo o diretor da empresa, a Aggreko está se preparando para atender esse nicho de mercado na região Norte tão logo o gasoduto de Coari -Manaus esteja disponível.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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