Agosto tem pior desempenho

Em: 9 de outubro de 2013
Menor produção de celulares, motocicletas e DVDs foi fator principal
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Menor produção de celulares, motocicletas e DVDs foi fator principal

A produção da indústria amazonense registrou queda de 3,15% em agosto, na comparação com igual período de 2012. O mês tem o pior desempenho comparativo registrado em 2013. As retrações mais intensas do ano haviam sido registradas em janeiro e fevereiro com -2,2% e -2,8% respectivamente, ainda reflexos do fraco desempenho da indústria em 2012. Nos últimos seis meses, no entanto, o polo vinha apresentando resultados positivos em comparação a 2012. No acumulado de janeiro a agosto, os números ainda são positivos, com avanço de 2,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgados ontem pelo IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística).
Os principais setores a apresentarem retração foram o de edição, impressão e reprodução de gravações, com recuo de 31,24%; seguido de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações, com -9,24; alimentos e bebidas com -7,91%. De acordo com o supervisor do departamento de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, a redução na fabricação de DVDs, celulares e a menor preparação em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais são os principais responsáveis pelas reduções.
Outro setor que segue apresentando queda é o de outros equipamentos de transporte, com redução de 7,54%, influenciado principalmente pela baixa produção de motocicletas. O presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) já havia ressaltado a grande decepção que o ano apresentou para o setor. “Depois de um 2012 ruim, esperávamos uma reação que não veio para o polo de duas rodas. O setor não alavancou e deve seguir sofrendo este ano”, destacou.
No acumulado do ano, as influências negativas mais relevantes vieram de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações, com -8,7%, e de outros equipamentos de transporte, com -7,1%, se comparados com igual período de 2012. Novamente, a queda é atribuída à baixa produção de motocicletas e suas peças e à menor fabricação de telefones celulares.

Números ficam aquém do esperado

Os números surpreenderam o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Félix. “A expectativa que se tem, que ouvimos falar, é de que a situação deu uma melhorada, que a produção está crescendo, é difícil especificar por que os números apontam isso”. Félix, que também é presidente do SINMEN (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus) lembrou também que 2012 foi um ano muito negativo para a indústria e 2013 manteve o mesmo patamar. “2013 sem dúvida é um ano ruim. A expectativa é de que se mantenham os patamares do ano passado, que foi fraquíssimo”.
A alta do dólar, encarecendo a importação de insumos, e a permanência da dificuldade de se conseguir crédito nos bancos foram apontadas como fatores predominantes para o desempenho pífio. “Houve uma melhora na questão dos bancos, mas bem abaixo do que esperávamos, além da valorização da moeda americana. Com o novo cenário mundial, as empresas tentam não repassar os valores para o consumidor, mas acaba refletindo. Isso respinga nas compras e na produção”, lamentou.
Entre os quatro setores que apresentaram avanço no mês, o destaque fica para o refino de petróleo e álcool com 104,87% de crescimento. “Isso é explicado não só pelo aumento na produção de gasolina automotiva, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que esta atividade havia recuado 37,1% em agosto de 2012 em função da paralisação para manutenção em importante empresa do setor”, destaca Adjalma Nogueira.
A produção de máquinas e equipamentos também apresentou número satisfatório, com crescimento de 21,26%, impulsionado, sobretudo, “pela maior produção de aparelhos de ar-condicionado e de forno micro-ondas” ressalta Adjalma. Os outros setores a apresentarem crescimento foram os de produtos de metal, exclusive máquinas e equipamentos, com 8,48%; e borracha e plástico, com crescimento de 1,6%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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