Agricultores são incentivados no cultivo de seringueiras

Em: 24 de maio de 2011
Agricultores familiares são incentivados a cultivar seringueiras por meio do Programa de Florestas Plantadas do Governo do Acre
Agricultores familiares são incentivados a cultivar seringueiras por meio do Programa de Florestas Plantadas do Governo do Acre

Agricultores familiares são incentivados a cultivar seringueiras por meio do Programa de Florestas Plantadas do Governo do Acre. O objetivo do programa não é apenas plantar árvores para reflorestar áreas alteradas, mas também gerar renda a partir da floresta em pé. Seringueiras e castanheiras, por exemplo, são duas espécies com potencial produtivo dentro da economia de base florestal.
Entre as metas do programa está o de recuperar 60 mil hectares de áreas alteradas com florestas de seringueira e outras com fins madeireiros, frutíferos e de energia; promover a implantação de dez novos empreendimentos industriais; gerar aproximadamente 20 mil novos postos de trabalho na cadeia produtiva florestal; formar e capacitar cerca de dois mil gestores públicos, empresários, líderes comunitários, técnicos e extensionistas, entre outros; e consolidar uma rede de serviços laboratoriais para certificação de produtos.
O produtor Antenor Terto de Moraes, assentado da Reforma Agrária, é um dos beneficiados. Ele já plantou um hectare de mudas de seringueiras e diz que, além de reflorestar, está fazendo uma poupança. “Essa floresta é minha aposentadoria”, relata.
Os mais jovens também apostam na iniciativa, como é o caso de Maria Adelaide Gonçalves, que plantou três hectares de seringueiras. “Temos acompanhamento do técnico, e isso é importante”, conta. Na propriedade de Adelaide há também seringueiras nativas e é do extrativismo que a família tira seu sustento.
Humberto Antão explica que as diferenças entre os seringais de cultivo e nativo são muitas e cada um tem suas vantagens e desvantagens. No seringal nativo o látex produzido tem um teor de elasticidade bem maior que o de cultivo. Já o seringal de cultivo apresenta produtividade mais elevada e o tempo de produção é três vezes maior que o de seringueiras nativas.
Além disso, para o extrativista, o seringal de cultivo apresenta condições de trabalho bem melhores, já que as seringueiras são plantadas umas próximas às outras. O seringal nativo, porém, mantém a floresta em pé e continua sendo uma alternativa de renda para as populações tradicionais.
O Programa Florestas Plantadas tem o objetivo de plantar dez mil hectares de área até 2020, com agricultores familiares e extrativistas. Em cada hectare são plantadas 550 mudas de seringueira. Cada hectare de cultivo deve produzir mais de quatro mil quilos de látex a cada safra.
Técnicos do governo do Estado, Embrapa, Universidade Federal do Acre, da Universidade de São Paulo e produtores rurais estão reunidos para elaborar o Manual do Sistema de Produção de Seringueiras do Estado do Acre.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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