ALE outorga título de cidadão do Amazonas a Dom Mário Pascoalotto

Em: 19 de dezembro de 2008
O título de Cidadão do Amazonas é concedido às pessoas que tenham prestado ao Estado e a seu povo relevantes serviços em qualquer campo da atividade pessoal, além de possuir caráter escorreito e conduta ilibada
O título de Cidadão do Amazonas é concedido às pessoas que tenham prestado ao Estado e a seu povo relevantes serviços em qualquer campo da atividade pessoal, além de possuir caráter escorreito e conduta ilibada

A Assembléia Legislativa outorgou o título de Cidadão do Amazonas ao bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Mário Pascoalotto, como reconhecimento aos mais de 40 anos de trabalho dedicados à Igreja Católica e, por sua atuação na coordenação do projeto Fazenda Esperança, que ajuda na recuperação de jovens dependentes químicos.
O título de Cidadão do Amazonas é concedido às pessoas que tenham prestado ao Estado e a seu povo relevantes serviços em qualquer campo da atividade pessoal, além de possuir caráter escorreito e conduta ilibada, características essas que levaram a deputada Therezinha Ruiz (DEM) a conceder esse título ao bispo auxiliar.
Segundo Therezinha, uma homenagem mais do que justa ao homem que por mais de 40 anos dedicou à nossa terra, amor, dedicação e um trabalho profícuo.
Therezinha explicou que na sexta-feira passada, dia 12 de dezembro, completaram-se exatos 43 anos da chegada do então missionário italiano padre Mário Pasqualotto à cidade de Parintins. Durante todo esse tempo, dedicou-se à missão de catequizar, trabalhar pelo bem comum e promover ações em favor dos mais necessitados.
Logo após transferir-se para Manaus e ser ordenado bispo, Dom Mário Pasqualotto retomou a idéia iniciada em 1997, em Parintins, de criar a Fazenda Esperança – fundada em Manaus em 2001¬- como ação prática da Campanha da Fraternidade daquele ano, cujo tema era “Vida sim, drogas não!”. Buscando ajuda de todas as fontes possíveis, Dom Mário e o frei Hans Stapel, idealizador e fundador da primeira fazenda no mundo, reativaram a Escola Fazenda, uma obra do governo abandonada na BR-174.
Ali, com a ajuda de voluntários missionários fizeram a reforma da casa e receberam a primeira turma de 12 jovens, em agosto de 2001, fundando a Fazenda da Esperança Masculina “Dom Gino Malvestio”. Era o início de mais uma grande obra social de Dom Mário Pasqualotto no Amazonas. Em 2005, fundou a Fazenda da Esperança Feminina “Irmã Cleusa”, hoje administrada pela ex-dependente Valdelice Muritiba. Das oito meninas que ficaram na casa no primeiro ano, todas conseguiram deixar o vício.As duas fazendas implantadas por Dom Mário, hoje, têm capacidade para atender 84 jovens na ala masculina e 12 na ala feminina. A Fazenda Esperança tem sido o lar para muitos jovens em situação de risco social, envolvidos com o vício das drogas e que lá encontram o amparo e a orientação necessária para retomar a vida em sociedade.
A instituição é parte do projeto da Igreja Católica, que tem como objetivo acolher jovens que querem se livrar das drogas. A espiritualidade, a convivência e o trabalho são os “tripés” dessa recuperação.
Dom Mário agradeceu a homenagem, mas ressaltou que já se sentia amazonense há muitos anos, pois trabalho por muitos anos no interior do Estado onde procurou a prender nossa cultura. “Essa é uma homenagem não só para mim, mas também ao trabalho que a igreja católica realiza em prol das pessoas que precisam de ajuda e de seguir um caminho voltado para Deus”.
Ressaltou o trabalho que vem realizando na Fazenda Esperança que vem sendo administrada com muita competência e que já estão construindo a sexta casa que vai receber mais 100 internos. Na imensidão da Amazônia, distante de minha terra natal, como missionário de Deus encontrei um novo lar e o adotei de coração: “Sou um caboclo-índio”. E agora, nesta solenidade em que me prestam essa homenagem posso afirmar com toda honra que “Sou cidadão amazonense”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar