Alemã compra Volkswagen Caminhões por 1,1 bilhão de euros

Em: 17 de dezembro de 2008
Apesar das incertezas geradas pela crise mundial, a MAN AG , segunda maior fabricante de veículos comerciais da Europa, não alterou seus planos e anunciou ontem a compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus
Apesar das incertezas geradas pela crise mundial, a MAN AG , segunda maior fabricante de veículos comerciais da Europa, não alterou seus planos e anunciou ontem a compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus

Apesar das incertezas geradas pela crise mundial, a MAN AG , segunda maior fabricante de veículos comerciais da Europa, não alterou seus planos e anunciou ontem a compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Com essa aquisição, no valor de 1,175 bilhão de euros, a companhia alemã passará a ser o sexto maior produtor mundial de caminhões. Isoladamente, ocupava o 12º lugar no ranking mundial. “Todo o mundo está sendo afetado pela crise, mas a melhor forma de enfrentar essa crise é continuar fazendo investimentos”, disse Hakan Samuelsson, presidente da MAN AG.
Na opinião de Samuelsson, 2009 e 2010 serão anos problemáticos. “Mas a idéia de vir para o Brasil é crescer, pois o mercado europeu já está saturado e acreditamos no potencial dos países do Bric –sigla que se refere ao Brasil, Rússia, Índia e China.
Samuelsson falou que a MAN pretende aproveitar a sinergia com a Volkswagen para expandir seus negócios no Brasil, onde a Mercedes-Benz é líder no mercado de caminhões e ônibus –a VW é a segunda colocada– e na América Latina. “Vamos nos tornar líder de mercado no Brasil, pois temos produtos modernos, fábrica de ponta e rede estruturada”, disse ­Samuelsson.
A aquisição pela MAN não mudará o comando na Volkswagen Caminhões e Ônibus do Brasil, que continuará sendo presidida por Roberto Cortes, e nem a estrutura da fábrica de Resende (RJ), que manterá o conceito modular de produção. “Estamos seguindo uma ­expansão natural da Volks-wagen do Brasil e, com ­muito orgulho nos tornamos parte da MAN”, disse Roberto ­Cortes. “A princípio nada vai mudar no plano de expansão, mas é óbvio que vamos buscar sinergia”, completou Cortes.
A sinergia esperada para os próximos três anos, segundo Samuelsson, é obter uma economia de custos de 50 milhões de euros por ano.

Redação

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