Alencar e ministros vão ao Senado tentar acelerar votação da PEC

Em: 16 de outubro de 2007
“Acho mais fácil a Gisele Bündchen querer casar comigo e a minha mulher concordar (que agilizar a tramitação da PEC). Nosso cronograma é seguir a relatora”, disse o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM).
“Acho mais fácil a Gisele Bündchen querer casar comigo e a minha mulher concordar (que agilizar a tramitação da PEC). Nosso cronograma é seguir a relatora”, disse o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM).

O governo federal vai enviar sua tropa de choque ao Senado hoje na tentativa de convencer os senadores a acelerarem a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. O vice-presidente José Alencar, acompanhado de três ministros, vai se reunir com o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), acompanhado de líderes partidários.

O encontro é uma tentativa de pressionar os parlamentares a colocarem a PEC em votação até o final de novembro, para que não deixe de vigorar em 31 de dezembro deste ano -quando perde a validade. Alencar estará acompanhado dos ministros Guido Mantega (Fazenda), Pau-lo Bernardo (Planejamento) e José Gomes Temporão (Saúde), principais articuladores da prorrogação da contribuição.

Apesar da pressão, os parti-dos de oposição no Senado não estão dispostos a aceitar a proposta do governo para acelerar a tramitação da PEC. DEM e PSDB prometem seguir o cronograma da relatora da matéria, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), para retardar ao máximo a votação da PEC.
“Acho mais fácil a Gisele Bündchen querer casar comigo e a minha mulher concordar (que agilizar a tramitação da PEC). Nosso cronograma é seguir a relatora”, disse o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM). O governo corre contra o tempo para tentar aprovar a CPMF até o final deste ano. Kátia Abreu já avisou, no entanto, que vai usar o prazo de 30 dias para a tramitação da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), sem ace-lerar a votação da matéria.

Virgílio disse que, se o gover-no tivesse pressa para votar a CPMF, não deveria ter deixado a proposta tramitar por quatro meses na Câmara dos Deputados. O senador acusou o Palácio do Planalto de oferecer cargos ao PMDB da Câmara em troca do apoio à PEC, fato que provocou atrasos em sua tramitação.

“Se o governo tivesse tido pressa, não teria negociado por quatro meses com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) uma indicação do PMDB para a presidência de Furnas. O minis-tro Guido Mantega (Fazenda) também usou de terrorismo .

Redação

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