Os alimentos puxaram a desaceleração dos preços em janeiro, revelou a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços -Mercado), divulgada nesta segunda-feira pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). Neste mês, o indicador de inflação ficou em 0,34%, ante 0,69% da segunda prévia de dezembro. A principal contribuição para o desaquecimento dos preços partiu da soja no atacado, cuja inflação passou de -1,53% para -6,03%, segundo o economista do Ibre/FGV, Salomão Quadros.
Além da soja, os preços de outras matérias-primas agropecuárias registraram perda de ritmo e chegaram a atingir o terreno negativo. A taxa do milho passou de 6,07% para -0,83%; dos bovinos, de -0,16% para -1,31%; e do arroz em casca, de -0,57% para -3,82%.
O movimento de queda dos preços dos insumos já começou a contaminar o restante da cadeia no atacado, mas ainda não aparece com a mesma intensidade no varejo. Os alimentos processados no atacado, que utilizam os agropecuários como matéria-prima, passaram de 1,11% para -0,01%. São exemplos:carne bovina (de 0,07% para -2,0%), leite industrializado (de 1,11% para -0,58%), e aves abatidas e frigorificadas (de 7,54% para 1,75%).
Mas, no varejo, a inflação dos alimentos continua avançando, de 0,69% para 0,70%, por causa da pressão exercida pelas hortaliças e legumes (de 2,74% para 7,56%).A taxa da batata inglesa passou de -8,36% para 14,05%; e a do mamão, de -16,85% para 18,03%. “Há na alimentação, no varejo, duas trajetórias distintas. Os in natura avançam, enquanto os processados ainda não entraram no terreno negativo. Mas é uma questão de tempo que a desaceleração dos processados seja aprofundada”, disse Quadros.
A aposta do economista é em um IGP-M mais fraco em fevereiro do que em janeiro. Ele argumenta que duas pressões presentes no indicador deste mês – as hortaliças e legumes e a educação -percam força no próximo mês. “A expectativa é de uma desaceleração razoável”, enfatizou.
Alimentos puxam desaceleração
Em: 22 de janeiro de 2013
Além da queda na soja, a taxa do milho passou de 6,07% para -0,83%; dos bovinos, de -0,16% para -1,31%
Redação
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