Dacordo com a ALL, maior operadora logística com base ferroviária no Brasil, a operação será iniciada em setembro, com previsão inicial de movimentação de 300 contêineres reefer e secos por mês e estimativa de chegar a 700 contêineres por mês até dezembro deste ano. As operações serão iniciadas após a conclusão das obras de adequação do terminal, com a instalação de tomadas para os contêineres refrigerados e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas.
“A movimentação de contêineres é um dos focos da ALL para o ano. Investiremos cerca de R$ 55 milhões com parceiros, e prevemos crescer 100% neste volume. Em julho, começamos a operar com a Standard, o Terminal de Alto Taquari, e estão previstos para os próximos meses terminais em Ponta Grossa e Telêmaco Borba, no Paraná”, afirma Sergio Nahuz, diretor de Industrializados da ALL.
Segundo a ALL e a Standard, que é provedora de soluções intermodais para cargas frigorificadas, o investimento no terminal multimodal de Cruz Alta permitirá o escoamento da produção da Região Sul. Os produtores do Rio Grande do Sul poderão embarcar as cargas no terminal direto para o Porto de Rio Grande (RS), por meio do corredor ferroviário de 738 km. “Este será o sétimo Terminal da Standard na malha da ALL, pois acreditamos na ferrovia como um forte e vantajoso modal de transporte”, ressaltou o diretor de Gestão da Standard, Alan Fuchs.
Operação modelo
A movimentação de produtos frigorificados por ferrovia teve início em 2003, para o cliente Sadia, seguida por empresas como Frangosul, Seara, Perdigão, Big Frango e Jandelle. Desde então, a empresa cresceu mais de 20 vezes em volume de frigorificados, consolidando o sucesso desta operação.
A composição inicial dependia de um vagão gerador, conectado por meio de cabos elétricos aos contêineres, o que mantinha a carga refrigerada. Em 2006, a ALL aplicou uma nova solução que reduzia o consumo de diesel da operação. Hoje, cada um dos contêineres apresenta um cabo para se conectar a geradores distribuídos estrategicamente pela malha da ALL, o que dispensou a necessidade do vagão gerador e conseqüentemente reduziu o consumo de combustível.
Os contêineres recebem “reforço de frio” nos terminais e ainda contam com outros geradores em pontos de tráfego intenso, para prevenir eventualidades durante a operação.“Esta é uma notícia excelente para o escoamento da produção de cargas frigorificadas no Brasil. Hoje, a estrutura da cadeia do frio em nosso país ainda é muito obsoleta, a mais atrasada possível. A infraestrutura logística peca pela obsolescência e o atraso na nossa evolução é de 50 a 60 anos, não só para exportação, mas também para o mercado interno.







