A perspectiva de crédito para as empresas recuou 0,4% em janeiro, registrando a segunda queda mensal consecutiva e atingindo o valor de 104,5, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado ontem.
A repetição de queda sinaliza que o aperto monetário em vigor, o qual deverá ser aprofundado com novas elevações da taxa Selic, produzirá, ainda neste semestre, impactos restritivos sobre o crédito às empresas, a exemplo do que já vem ocorrendo com o crédito aos consumidores, desde dezembro.
O indicador possui a propriedade de antever, num horizonte médio de seis meses, as oscilações cíclicas da concessão de crédito.
Consumidor endividado
Já a perspectiva de crédito para o consumidor caiu 0,7% em janeiro de 2011, a décima queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 99,5. A sequência de variações negativas indica que o processo de desaceleração do crédito ao consumidor, iniciado em dezembro de 2010, deve prosseguir ao longo de todo o primeiro semestre.
Segundo economistas da Serasa Experian, o ambiente de aperto monetário (elevações da taxa Selic, aumento dos compulsórios e adoção de medidas macroprudenciais), combinado com um nível de endividamento mais elevado do consumidor, já começa a produzir uma evolução menos acelerada do crédito ao consumidor, com recursos livres. A análise é feita comparativamente à expansão de quase 19% registrada no ano passado.
O objetivo dos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva é antever, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão as seguintes variáveis econômicas: (i) atividade econômica, (ii) concessões reais de crédito ao consumidor, (iii) concessões reais de crédito às empresas, (iv) inadimplência do consumidor e (v) inadimplência das empresas. Em geral, as variáveis econômicas apresentam ciclos compostos por quatro fases distintas: (1) expansão, (2) reversão, (3) crise e (4) recuperação. Os Indicadores Serasa Experian de Perspectiva mostrarão, justamente, a posição cíclica, para os próximos seis meses, de cada uma destas variáveis.







