AM tem 2ª cesta mais cara

Em: 8 de maio de 2013
No Estado, índice de reajuste chega a 27,1% em doze meses, aponta Dieese, contra média nacional de 10%
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No Estado, índice de reajuste chega a 27,1% em doze meses, aponta Dieese, contra média nacional de 10%

O aumento de 3,39% no valor da cesta básica em Manaus durante o mês de abril garantiu à capital amazonense a segunda colocação no ranking nacional das mais caras no Brasil. A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (07) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) baseada no quarto mês do calendário em relação a março de 2013. O custo médio do conjunto de 12 itens alimentícios chegou a R$ 339,64.
Segundo dados cedidos pelo departamento especializado, o preço da cesta básica de Manaus no mês anterior custava R$ 328,49 e em abril de 2012 a cesta básica custou R$ 267,19. “Em doze meses, os aumentos do custo da cesta básica se mantêm acima de 10% em todas as regiões e por aqui esse índice chega a 27,1%”, aponta a Supervisora Técnica do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Alessandra de Moura Cadamuro.
Entre a lista de alimentos essenciais, sete produtos aumentaram seus preços e cinco apresentaram redução, influenciando o custo total do agrupado. O tomate foi o produto que apresentou maior alta no mês, chegando a 11,92%. Na sequência, aparecem o feijão e a farinha, com aumentos de 6,69% e 6,10%, respectivamente. Por outro lado, a banana foi o produto que chegou ao consumidor com preço 4,59% mais barato do que em março. O açúcar, o arroz, a carne e o óleo também apresentaram retração com índices percentuais de -3,98%, -2,34%, -1,89% e -1,53%.

Mais de R$ 1 mil

Segundo Cadamuro, o custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas foi de R$ 1.018,92 durante o mês de abril. Esse valor equivale a aproximadamente 1,50 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 678,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 985,47.
Como já apontava a tendência desde os primeiros meses de 2013, o tomate ficou ainda mais caro em 10 capitais. Na análise dos quatro primeiro meses do ano, o tomate apresenta uma variação de 38,99% e na análise dos últimos 12 meses o preço do tomate sofreu variação de 65,95%. “Assim como ocorreu com a farinha na época das cheias em 2012, o tomate também vem mantendo seu custo alto devido às questões da natureza”, explica a especialista. Na comparação anual, houve aumento em todas as 17 capitais.
O feijão apresentou a mesma tendência de alta do mês anterior e apresentou aumento em 15 das 18 capitais estudadas. “Os preços no varejo ainda são influenciados pela oferta restrita de feijão e por estoques baixos do produto devido aos atrasos no plantio, por exemplo”, diz Camaduro.

Outras capitais

A alta nos preços dos produtos alimentícios essenciais continuou a predominar em abril e 12 das 18 capitais estudadas mensalmente pelo instituto apresentaram este comportamento. As maiores elevações foram apuradas em Recife (6,55%), João Pessoa (5,94%), e Belém (5,25%). As retrações ocorreram em seis capitais, sendo as mais significativas em Salvador (-4,63%), Porto Alegre (-3,00%) e Campo Grande (-1,73%).
No último mês, São Paulo continuou a ser a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 344,30), apesar de o aumento verificado ser apenas o oitavo maior. Na sequência aparecem Manaus (R$ 339,64), Vitória (R$ 328,94) e Rio de Janeiro (R$ 327,52). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 247,72), Salvador (R$ 268,05) e Campo Grande (R$ 271,65).
No acumulado dos primeiros quatro meses de 2013, as 18 capitais apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações situaram-se em João Pessoa (22,33%), Aracaju (21,40%) e Recife (19,84%). Os menores aumentos foram verificados em Porto Alegre (6,08%) Florianópolis (7,36%) e Goiânia (8,00%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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