AM tem quarto pior desempenho

Em: 20 de dezembro de 2012
A contratação de mão de obra no Amazonas acelerou no comércio, mas ‘esfriou’ na indústria em novembro
A contratação de mão de obra no Amazonas acelerou no comércio, mas ‘esfriou’ na indústria em novembro

A contratação de mão de obra no Amazonas acelerou no comércio, mas ‘esfriou’ na indústria em novembro. Dessa forma, o Estado terminou o mês com saldo negativo de 1.270 empregos formais segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Este foi o 4º pior desempenho entre as Unidades da Federação, atrás apenas dos Estados de Minas Gerais (- 4.435), Mato Grosso (- 5.910) e Goiás (- 8.649). Também foi o segundo pior resultado para o mês. O primeiro foi o de novembro de 2008, no auge da crise econômica, quando o Estado deixou de criar 4.196 postos de trabalho. Em novembro do ano passado, foram criadas 1.303 novas vagas e em outubro deste ano, 1.549 postos.
Ainda assim, entre os segmentos, a atividade comercial conseguiu destaque. O setor foi o único a registrar saldo positivo em novembro ao criar mais 1.009 vagas que, apesar de ficar 40,43% abaixo frente ao mesmo período do ano passado, cresceu 144,30% em relação a outubro.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, comemora os números. “Após a enchente na metade do ano, calculamos em torno de 300 empresas na eminência de fechar as portas. As várias ações tomadas pelas entidades do comércio em conjunto com as autoridades, como lavagem de ruas, policiamento reforçado e atividades para atrair o público de volta ao Centro nos permitiu essa retomada na geração de emprego. Tudo isso somado ao período normal de contratação de mão de obra para o Natal”, destacou.
A estimativa do dirigente é de que as vendas de dezembro cresçam 12% frente ao mesmo mês do ano passado.
Enquanto isso, o movimento da indústria, após ter finalizado outubro com criação de 358 vagas, indicando recuperação do setor, ‘esfriou’ em novembro. Com os pedidos para o Natal entregues, o segmento eliminou 1.186 postos no penúltimo mês do ano contra o saldo negativo de 636 vagas no mesmo período do ano anterior.
A construção civil seguiu a mesma linha ao criar 355 empregos formais em outubro e no mês seguinte extinguir quase a mesma quantidade de postos de trabalho (-327). O saldo negativo foi aproximado ao de novembro do ano passado (- 296).
Apesar de um saldo negativo menor, o setor de prestação de serviços também terminou novembro em baixa, com 208 vagas eliminadas. No mês anterior, 33 postos haviam sido criados e em novembro de 2011 o saldo foi positivo em 902 postos.

Acumulado

Já no acumulado do ano, o Amazonas registrou 15.278 empregos celetistas, saldo que embora seja positivo é 69,64% menor frente aos 50.336 empregos criados entre janeiro e novembro de 2011.
Nesse intervalo, apenas a indústria anotou saldo negativo de 205 vagas. No ano passado, o segmento criou 21.326 mil postos de trabalho no mesmo intervalo.
A construção civil aparece em terceiro lugar na geração de empregos formais com 1.449 vagas, o comércio em segundo com 3.603 postos e o setor de serviços em primeiro com 10.340 vagas criadas. Apesar dos números, os três segmentos apresentaram retração de 81,12%, 43,19% e 25,07% respectivamente, frente ao acumulado no ano anterior.

Análise

O titular da SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego), Dermilson Chagas, explica que a diminuição de ritmo das indústrias é natural. “A diferença é que este ano as fábricas anteciparam férias coletivas e a rescisão de contratos temporários”.
Já o comércio, segundo o superintendente, deve se manter aquecido até o início do próximo ano com a venda de materiais escolares.
“A nossa expectativa, é que o novo shopping da Ponta Negra, as obras do monotrilho que parecem finalmente sair do papel e os serviços de hotelaria e turismo puxem a atividade comercial ao longo de todo 2013”, estimou.
Já o desempenho da indústria, para Dermilson Chagas, só deve melhorar se houver políticas para resolver problemas como o de acesso ao crédito.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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