A assinatura de uma carta de intenções entre o Governo do Estado, a Braspalma Agro industrial e o Felda Group é o motivo da missão da Malásia, que está em visita oficial ao Amazonas desde a manhã do dia 8. A cerimônia de assinatura está prevista para a próxima terça-feira (13), às 10h.
Empresários malasianos querem plantar dendê em áreas degradadas do Amazonas e vão formalizar o desejo ao Governo do Estado. A área escolhida por eles fica no município de Tefé (a 525 quilômetros de Manaus), onde funcionava a Emade (Empresa Amazonense de Dendê).
Geração de
empregos
A empresa Felda, que trabalha com o beneficiamento do óleo de palma, na Malásia, pretende plantar 20 mil hectares de dendê na Amazônia e gerar 3.000 empregos diretos. “Queremos usar somente a área já degradada, com mata secundária. As áreas de floresta serão preservadas”, garante o presidente da Braspalma, Iderlon Azevedo, que acompanha a negociação entre a Malásia e o Amazonas.
O foco da Felda é a área de alimentos, mas a fábrica também produzirá uma pequena quantidade de biodiesel.
Iderlon diz que o Estado foi escolhido pela aptidão que tem ao plantio da palma. “A Amazônia tem o maior potencial mundial para a cultura”, afirma. A intenção da empresa é abastecer não só o mercado brasileiro com o óleo de dendê, mas também outros países. “O Brasil gasta R$ 70 milhões por ano com a importação do alimento”, diz.
De acordo com o presidente do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Floretal Sustentável do Amazonas), Edson Barcelos, a reativação do projeto da Emade é uma antiga reivindicação dos produtores da região do Médio Solimões. Ele explica que, em 1984, por meio de um financiamento do Bird (Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento), a Emade iniciou, em Tefé, a implantação de um projeto para plantar 2.000 hectares de dendê, dos quais foram alcançados apenas 1.410.






