Amazonas é o quinto pior em emprego

Em: 22 de junho de 2012
Nos primeiros cinco meses do ano, o Amazonas eliminou 291 empregos celetistas entre os diversos segmentos da economia, enquanto no mesmo intervalo do ano passado, 47.841 mil novos postos foram criados
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Nos primeiros cinco meses do ano, o Amazonas eliminou 291 empregos celetistas entre os diversos segmentos da economia, enquanto no mesmo intervalo do ano passado, 47.841 mil novos postos foram criados

Nos primeiros cinco meses do ano, o Amazonas eliminou 291 empregos celetistas entre os diversos segmentos da economia, enquanto no mesmo intervalo do ano passado, 47.841 mil novos postos foram criados. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento publicado na quinta (21) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Diante do resultado, o Estado ficou com a quinta pior colocação do pais, atrás apenas dos Estados de Alagoas (-33.508), Pernambuco (-3.999), Paraíba (-1.458) e Rio Grande do Norte (-1553).
Só em maio, o Amazonas registrou o pior índice da série histórica para o mês. Nesse período, 782 postos de trabalho deixaram de ser gerados, retração nominal de 261,2% frente a abril e de 126,1% na comparação com maio de 2011. O desempenho do mês foi inferior inclusive a maio de 2009, quando, apesar da crise econômica, 148 postos foram criados.
O relatório mostra que a indústria continua ‘liderando’ a má fase. Depois de eliminar 980 empregos formais em abril, 1.402 empregos deixaram de ser gerados em maio, queda de 154,6% frente aos 2.566 postos do mesmo período do ano passado. O acumulado do ano já aponta para a exclusão de 3.571 postos, contra os 11.046 postos criados nos cinco primeiros meses do ano anterior.
O segmento de duas rodas, por sua vez, foi o que mais comprometeu o resultado da indústria com saldo negativo de 393 postos e 1.523 no acumulado, somado à indústria mecânica (-443 e -941) e à metalúrgica (-149 e 1262 postos).
“A indústria é o setor que emprega mais rápido, mas também é o primeiro a responder ao cenário econômico, reagindo positiva ou negativamente, de acordo com ele”, explicou o titular da SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Empprego), Dermilson Chagas. Ele argumenta que setores como o de duas rodas que dependem diretamente da abertura de crédito para se manter aquecidos foram os mais afetados nesses primeiros meses do ano.
Para o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Félix, é preciso mais agressividade nas medidas do governo federal para controlar o desemprego no setor. “Como sabemos a crise é reflexo do mercado internacional, que deixou de ser comprador. Por aqui a dificuldade de financiamento bancário limita o consumidor interno. O Governo tem tomado medidas para nos tirar da crise, mas nenhuma surtiu efeito prático, até o momento”, lamentou.

Outros setores

O desempenho do comércio também não foi favorável. Ele aparece logo depois da indústria com 189 demissões anotada depois de um mês de abril que rendeu saldo positivo de 444 empregos. Em maio de 2011, 35 demissões foram registradas no mesmo período.
O saldo negativo dos dois setores superou com folga o resultado positivo dos demais, como a construção civil que empregou 158 trabalhadores em maio contra os 461 do mesmo mês do ano passado e com crescimento em relação a abril quando apenas um novo posto de trabalho foi criado.
No resultado do acumulado do ano, a queda foi de 85,8% na geração de emprego com 356 postos contra 2.506 de igual intervalo de 2011. Apesar de uma retração de 33,56% frente a abril, o setor de serviço foi o que obteve o melhor resultado de maio, com saldo positivo de 673 postos contra as duas demissões de maio do ano passado. Entretanto, no acumulado, com 3.183 postos criados a retração foi de 63,9% frente a igual período do ano passado.

Medidas

Entre as medidas do governo federal para aquecer a
economia brasileira e gerar empregos estão os consecutivos cortes na Selic – taxa básica de juros -, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca (máquinas, fogões e geladeiras) e para automóveis e a desoneração da folha de pagamento para alguns setores.
No entanto, apenas a medida que estabeleceu a alíquota única de 35% de IPI para motocicletas, condicionadores de ar e fornos microondas importados atinge diretamente o Amazonas, conforme constata o analista econômico da Fieam (Federação das Indúistrias do Estado do amazonas), Gilmar Freitas. “A medida aumenta a competitividade do produto nacional, acelerando a produção e gerando emprego. Mas qualquer ação tomada pelo governo federal para aquecer a economia do país é bem-vinda”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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