Protocolo de intenções no valor de R$ 5 milhões, assinado entre MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), garante os recursos necessários ao desenvolvimento e difusão do conhecimento científico para área de TI (tecnologia da informação) e comunicação.
Os recursos são para viabilizar o ProTI –Amazônia (Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Setor de Tecnologia na Amazônia). Os principais objetivos do programa são fortalecer as atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias da informação; ampliar a capacidade de formação de profissionais e modernizar a infraestrutura das instituições de pesquisa e desenvolvimento da Amazônia.
Passo importante
O acordo contou com a assinatura do ministro de C&T (Ciência e Tecnologia), Sérgio Rezende, do diretor de desenvolvimento científico e tecnológico da Finep, Eugenius Kaszkwewicz e da superintendente da Suframa, Flávia Grosso.
Na opinião do ministro, esse é um importante passo no processo de integração das atividades tecnológicas da região amazônica com o restante do país. “Com esse acordo o Estado do Amazonas e todos os outros da Amazônia Legal avançam seus processos e na produção e utilização de conhecimento científico no segmento de TI, contribuindo para o desenvolvimento e fortalecimento da região”, enfatizou Rezende.
CNPq vê expansão de verbas na Amazônia
Para a vice-presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Wrana Panizzi, é uma grande conquista para a região. “Vejo que com esse acordo, a região amazônica só tem a ganhar, isso mostra que nos últimos anos o governo federal tem aumentado os investimos nesses Estados que passaram tanto tempo esquecidos do centro do poder político brasileiro”, disse.
Segundo os cálculos do MCT neste ano o governo federal está injetando R$ 40 bilhões, para toda a rede de ciência e tecnologia do Brasil.
Polo de Software
Dentre as ações estaduais para dinamizar os processos de TI no Estado, existe o AmazonSoft (Polo de Software do Amazonas), um dos sete programas prioritários escolhidos pelo Capda (Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia). O polo é voltado para o desenvolvimento de um conglomerado de empresas relacionadas entre si, numa determinada zona geográfica (o Estado do Amazonas). O AmazonSoft é executado pelo Cide (Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial) e contribui para o progresso tecnológico-científico, econômico e social da Amazônia e do Brasil, através de melhorias na indústria de software.
O Cide, incubadora de empresas do Amazonas integrante do sistema Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), possui 52 empreendimentos instaladas no centro empresarial, sendo 21 de TI. A missão do centro de incubadoras de empresas é estimular a criação e o desenvolvimento de empresas inovadoras, de base tecnológica, com ênfase nos setores de biotecnologia, tecnologia da informação e eletroeletrônica.
De acordo com o diretor-executivo do Cide, Eduardo Pedro, as empresas do AmazonSoft são a solução para os problemas de tecnologia da informação das empresas locais. “Agora o empresário local não precisa contratar uma consultoria fora do Estado, porque já contamos com empresas capazes de atender as necessidades locais e nacionais quanto a TI, inclusive com preços mais baixos que os concorrentes de outras regiões do país”, explicou Pedro.
Estande do Cide
As empresas integrantes do Polo de Software do Amazonas estão no estande do Cide, na 61ª Reunião Anual da SBPC 2009 (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), evento que reúne as ações para o crescimento, divulgação e utilização do conhecimento científico no Brasil. A reunião começou ontem, 13, e acontecerá até a próxima sexta-feira, no campus da Ufam (Universidade do Federal do Amazonas), localizada na avenida General Rodrigo Otávio, bairro Japiim 2, zona sul de Manaus.







