O Amazonas perdeu 7.982 postos de trabalho em dezembro de 2009, uma diferença de 2,21% em relação a dezembro de 2008, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem. A SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego do Amazonas) destaca que vários fatores influenciaram o resultado, como entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas e esgotamento da bolha de consumo no final do ano.
Em todo o ano de 2009 foram eliminados 1.408 empregos celetistas no Amazonas, equivalente à redução de 0,40% no estoque de assalariados com carteira assinada de 2008, devido principalmente ao desempenho negativo da indústria de transformação (-6.464 postos).
Estoque de trabalhadores
No Brasil em 2009 foram gerados 995.110 novos empregos formais. Desde 2003, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, foram gerados no país mais de 8 milhões de novos postos de trabalho formal, crescimento de 32% em relação ao estoque de trabalhadores no país, que subiu de 24,9 milhões para 32,9 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada. Os números foram anunciados nesta quarta-feira (20) pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
“O Brasil é o país que mais gerou empregos em 2009 entre os integrantes do G-20, o que nos dá certeza de termos acertado nas políticas públicas de combate à crise econômica mundial. Estados Unidos e Europa estão apresentando saldos negativos e os países da América Latina estão nos procurando para aprender como fizemos para escapar da crise que afetou o mundo todo”, afirmou o ministro.
Em dezembro houve queda de 415.192 postos de trabalho, associada a fatores sazonais aliados à alta das contratações entre os meses de agosto e novembro. Historicamente, o Caged registra perda de vagas em dezembro por efeitos sazonais de entressafra agrícola, fim do ciclo escolar e encerramento dos contratos de trabalho temporários assinados ao longo do ano.
“Dezembro sempre apresenta saldo negativo e este ano houve um esvaziamento depois de quatro meses gerando empregos acima da média histórica. No fim de 2008 houve mais demissões do que o necessário, as empresas zeraram seus estoques e precisaram contratar às pressas no segundo semestre de 2009”, explicou.
A previsão do ministro para janeiro é que sejam criados cerca de 100 mil empregos formais. Para 2010, Lupi mantém a previsão de geração de 2 milhões de novos postos de trabalho.
“Apesar da crise, a indústria da transformação fechou o ano de 2009 com saldo positivo e este setor será um grande gerador de empregos em 2010, ao lado de serviços. Teremos o melhor ano da história em número de empregos gerados, uma prova do sucesso das políticas públicas econômicas e sociais. Aos críticos peço que esqueçam ideologia política e partidária e olhem para os números: o Brasil está crescendo com economia forte e gerando cada vez mais empregos”, concluiu o ministro.







